O subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado, Luiz Carlos Reblin, classificou como dramática a previsão do Ministério da Saúde para concluir a imunização dos grupos prioritários no mês de setembro.
A Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa) tinha a expectativa de completar com as duas doses a imunização do grupo acima dos 60 anos ainda no mês de maio, que foi o mês citado como meta pelo ex-ministro general Eduardo Pazuello antes de deixar o governo.
Na coletiva de imprensa desta sexta-feira (23), Reblin demonstrou preocupação com a posição do Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de transferir para setembro a conclusão da imunização dos grupos prioritários.
“Para nós isso é dramático, trabalhávamos com os grupos prioritários em maio, antes da chegada do inverno mais intenso, que aumenta a chance de transmissão das doenças respiratórias”, disse.
Urgência para compra de novas doses
O subsecretário reforçou que o Estado está pronto para finalizar a vacinação dos grupos prioritários e pediu urgência na aquisição de novas doses.
“Estamos prontos para vacinar todos os grupos prioritários no mês de maio e esperamos que o Ministério e todas as entidades se mobilizem para que esta transferência para setembro não ocorra. O Brasil precisa buscar, urgentemente, alternativas para que se mantenha o abastecimento de vacinas, para que a gente consiga ainda no mês de maio fazer frente à vacinação da nossa sociedade”, completou Reblin.
Leia também: Prazo para aplicação entre a 1ª e 2ª dose da Coronavac pode ser ampliado, diz secretário
Também falando sobre a vacinação contra a covid-19, o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, disse que o Espírito Santo é um dos estados que mais aplica proporcionalmente as doses recebidas, mas reforçou que há lentidão na imunização.
“Nós já temos uma quantidade muito grande de municípios que estão sem vacinas, porque vacinaram de forma ampla a população. Isso é mérito dos trabalhadores do SUS e da gestão municipal e estadual. Mas nós ainda caminhamos a passos lentos na vacinação”, afirmou.
Leia também: Ordem de vacinação do grupo com comorbidades pode mudar no Espírito Santo
O secretário também criticou a previsão do Ministério da Saúde para finalizar o grupo prioritário apenas no segundo semestre e cobrou empenho do Governo Federal na aquisição de vacinas.
“Nos preocupa a ampliação da expectativa para setembro da vacinação do grupo prioritário. Nós compreendemos que todos os estados brasileiros, o Governo Federal e toda a estrutura do Ministério das Relações Exteriores precisam estar dedicados para adquirir a maior quantidade de vacinas possível para a população brasileira”, finalizou.