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Projeto Vida no Trânsito é lançado em Vitória para reduzir acidentes na capital

Projeto visa à implementação de ações voltadas para a segurança no trânsito da capital Foto: Divulgação/Prefeitura

De acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), 1,3 milhão de pessoas perdem suas vidas anualmente no trânsito e até 50 milhões ficam feridas. No mundo, os acidentes de trânsito representam a terceira causa de mortes na faixa etária entre os 30 e 44 anos, segunda entre 5 e 14 e primeira na faixa de 15 a 29 anos de idade.

Visando à implementação de boas práticas para a segurança no trânsito da capital e à redução dessas tristes estatísticas, alinhadas às estratégias nacionais adotadas, será lançado nesta quinta-feira (15) o projeto Vida no Trânsito, no auditório da Prefeitura de Vitória, às 8h30.

O objetivo de reduzir os acidentes deve ser atingido a partir do foco prioritário: nos fatores de risco de ordem comportamental; no atendimento às vítimas; e no aperfeiçoamento dos sistemas de informações.

“O tema deve ser tratado com muita preocupação. Em países em desenvolvimento, as lesões no trânsito podem representar metade da ocupação dos centros cirúrgicos e entre 30% a 86% das hospitalizações. É uma média de 20 dias de internação para cada paciente”, alerta a gerente do projeto Vida no Trânsito, Jacira dos Anjos.

Em Vitória, o Vida no Trânsito está sendo implementado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus), com a parceria da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). A experiência vivenciada na capital irá subsidiar a expansão do projeto em outros município do Estado. O projeto integra a programação do Maio Amarelo.

Programação

No lançamento do Vida no Trânsito, o consultor do Ministério da Saúde Otaliba Libânio fará a apresentação do projeto e Jacira dos Anjos Pereira apresentará o diagnóstico situacional dos acidentes fatais na capital.

Acontecerá também o painel “Os olhares institucionais sobre os acidentes de trânsito em Vitória”, com a participação de representantes do Serviço de Atendimento de Urgência e Emergência (Samu), Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), Hospital São Lucas, Departamento Médico Legal (DML) e Batalhão de Polícia de Trânsito.

O evento contará também com a presença dos pais de Rodrigo Barroca Amorim, vítima de acidente de motocicleta, Marcos e Adélia Amorim, que farão um relato de vida.

A solenidade reunirá representantes do Governo do Estado, Ministério da Saúde, Prefeitura e outras entidades locais ligadas à área da saúde e trânsito.

Capitais

Inicialmente, o projeto foi implantado em cinco capitais brasileiras: Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Palmas (TO) e Teresina (PI). “Essas capitais foram selecionadas a partir de critérios técnicos, epidemiológicos, populacionais, dentre outros para uma intervenção focada em fatores de risco, condutas de risco, de proteção e grupos de vítimas mais vulneráveis”, esclarece Jacira dos Anjos.

Ranking

O Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito, precedido pela Índia, China, Estados Unidos e Rússia. O país vive hoje uma epidemia de acidentes de motocicleta, com uma explosão no número de atendimentos por conta disso. Os gastos com a internação por acidentes de moto dobraram entre 2007 e 2010. Em 2010, foram 150 mil internações por causa de acidentes, segundo dados do Ministério da Saúde.

O projeto é uma ação conjunta que tem como coordenadores a Organização Mundial de Saúde, a Organização Panamericana de Saúde (Opas), a Fundação Bloomberg Philanthopies e a Johns Hopkins University (UJH) nos 10 países com maior número de mortes no trânsito.