Chegou ao fim, no inicio da tarde desta segunda-feira (18), o protesto dos rodoviários no Centro de Vitória. A manifestação, que começou pela manhã, era contra o afastamento de cobradores da função, por, pelo menos, 60 dias, conforme decreto do governo estadual.
Os rodoviários ocuparam uma das faixas da Avenida Vitória, desde a altura da Praça de Jucutuquara, na capital, e seguiram rumo ao Palácio Anchieta, sede do governo estadual. Cobradores caminharam pela avenida, enquanto motoristas aderiram a manifestação e seguiram com os ônibus enfileirados na via.
O anúncio, feito na última quarta-feira (13), pelo governador Renato Casagrande, diz que os ônibus que circulam na Grande Vitória devem passar a operar sem cobradores. O motivo é a proibição do pagamento das passagens em dinheiro, para reduzir o risco de contaminação pelo coronavírus. Casagrande, na ocasião, garantiu que os trabalhadores continuariam a receber seus salários e poderiam ser remanejados para exercerem outras funções dentro do sistema de transporte público.
Durante a manifestação, realizada nesta segunda, houve reflexos no trânsito, com registros de lentidão em diversos trechos. Quando o grupo de manifestantes chegou em frente ao Palácio, alguns rodoviários foram para a via contrária e interceptavam os coletivos que passavam pelo local, solicitando apoio da categoria.
Sem demissões
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (SEMOBI) se posicionou acerca da manifestação. Por meio de nota, afirmou que “após o período de afastamento, esses colaboradores retornam ao sistema, exercendo a mesma função e sem risco de demissão”.
Informou ainda que conversou com representantes da categoria para que as medidas possam garantir a saúde, a remuneração e o emprego dos trabalhadores.
Leia a nota na íntegra:
“O governo do Estado informa que não entende a motivação para qualquer movimento de paralisação dos rodoviários neste momento, uma vez que os profissionais serão afastados por meio da Medida Provisória 936 pelo período de 60 dias, garantindo a remuneração em dia, com todos os benefícios, e a manutenção do emprego para estes profissionais. Além disso, cerca de 90% destes trabalhadores já assinaram a suspensão do contrato de trabalho, concordando com o afastamento provisório e que a medida foi adotada levando em consideração o aditivo assinado pelos rodoviários e o sindicato patronal, que permite a adesão à MP.
O governo do Estado , por meio da Semobi, vem conversando com os representantes da categoria para adoção de medidas que visem assegurar a saúde do trabalhador, a remuneração em dia e o próprio emprego diante deste cenário de pandemia. Inclusive, todos estes pontos foram esclarecidos na reunião que ocorreu na última quinta-feira, com representantes da categoria, das empresas e do Governo do Estado. Vale ressaltar que, após o período de afastamento, esses colaboradores retornam ao sistema, exercendo a mesma função e sem risco de demissão”.