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Saiba como respeitar as preferências da criançada sem abrir mão dos alimentos saudáveis

O consumo não deve ser proibido, apenas evite a compra regular desse tipo de alimento. É permitido, por exemplo, comer um chocolate como sobremesa

É normal a criança perder interesse pela comida Foto: ​Reprodução

Depois do primeiro aninho, é normal a criança perder interesse pela comida. Se, antes comiam muito bem, começam a desenvolver fortes opiniões sobre o que deve ou não estar presente em seu prato. Como a alimentação é uma parte muito importante dos cuidados com a criança, a recusa em comer a refeição, que a mãe preparou com tanto carinho, dói.

Nesses momentos, é importante ver a situação como um todo. Observar se, por exemplo, a mãe está ensinando à criança hábitos alimentares que podem ajudá-la a se virar sozinha mais tarde ou, simplesmente, está forçando a criança a comer.

Além disso, o corpo da criança está passando por um padrão de crescimento que a aproxima da constituição física que terá no futuro. O bebê mais gordinho, de pais magros, começa a ficar mais parecido com o resto da família.

Nessa fase, é importante introduzir uma alimentação saudável para os pequenos. Segundo a nutricionista da Upuerê, Raphaela Brito, evitar distrações na hora da refeição ou evitar presentes em troca de colheradas são dicas importantes rumo ao sucesso alimentar das crianças.

Confira mais dicas para este momento ser saudável:

1-    É importante evitar que a criança se distraia durante as refeições, portanto, não deixe a TV ligada e evite brincadeiras do tipo “olha o aviãozinho” com a colher.

2-    Na hora de comer, deixe a criançada à vontade e pense que a sujeira faz parte da aprendizagem. Quando o contato com a comida é prazeroso desde cedo, a criança tende a experimentar novos alimentos com mais facilidade. E não se preocupe com as boas maneiras à mesa nessa fase, a criança vai aprender com naturalidade mais tarde, não precisa forçar.

3-    Evite oferecer presentes em troca de colheradas, pois isso pode virar uma forma de chantagem. Imagine se, toda vez que ele comer, exigir um presente em troca?

4-    É muito importante que a criança faça as refeições junto com os adultos. Quando os pequenos estão comendo com os pais, eles tentam imitar os mais velhos. Assim, aprendem o que pode e o que não pode ser feito durante as refeições.

5-    As crianças aceitam ou rejeitam as coisas de acordo com o momento. Quando ela recusar a comida, ignore e ofereça de novo mais tarde. Outro segredo é variar no preparo. Exemplo: sirva a cenoura crua, cozida e em forma de purê

6-    Não adianta você ficar forçando seu filho a comer um legume enquanto seu marido come pizza. Tente oferecer nas refeições os mesmos alimentos para os adultos e para os pequenos. Assim, você dá um exemplo saudável para seu filho seguir.

7-    Leve a criança à cozinha para ajudar você. Deixe-o participar do preparo das refeições. Na hora do almoço, por exemplo, faça junto com ele uma salada, deixe que ele misture os ingredientes e sirva os pratos. Isso vai ajudá-lo a se alimentar melhor e se sentir incluído no processo.

8-    Cada alimento possui determinados tipos de vitaminas e nutrientes. É preciso perguntar ao nutricionista quais devem ser combinados ao fazer o cardápio. Por exemplo, comer somente cenoura todo dia fará com que ele deixe de ganhar os benefícios de outros tipos de legumes.

9-    Nunca se deve forçar a criança a comer. Se ela rejeita a comida, normalmente é porque já está satisfeita. Fique tranquila e ignore. Mas, se perceber que seu filho está comendo muito pouco, leve-o ao médico ou ao nutricionista.

10 – Guloseimas, salgadinhos, bolachas e doces. As quantidades exageradas de calorias, somadas à ingestão de poucos nutrientes e substâncias químicas prejudiciais geram uma combinação extremamente nociva. O consumo não deve ser proibido, apenas evite a compra regular desse tipo de alimento. É permitido, por exemplo, comer um chocolate como sobremesa, mas, no dia seguinte, deve-se sempre optar pelas frutas. Ensine, de forma lúdica, para as crianças  os benefícios de consumir alimentos saudáveis.