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Seu bairro no Folha: futebol para crianças e adolescentes no bairro Adalberto em Guarapari

O esporte foi escolhido como ferramenta de inclusão social, em uma iniciativa da Associação Comunitária do Bairro Adalberto Simão Nader (ACBASN).

Seu bairro no Folha: futebol para crianças e adolescentes no bairro Adalberto em Guarapari
São cerca de 60 crianças e adolescentes na escolinha. Quem entra, não quer sair!

Recentemente, cerca de 60 crianças e adolescentes moradores do bairro Adalberto Simão Nader, em Guarapari, começaram no Projeto Escolinha de Futebol, promovido pela associação de moradores, com a contribuição de pessoas e pequenos comércios da região. 

Os uniformes foram uma doação do município. A prática esportiva chegou como uma grande oportunidade para eles, que sofrem com a carência de atividades gratuitas. Em horários alternados ao da escola regular, as turmas são divididas por idade: de 7 a 10 anos, dos 11 aos 14 e dos 15 aos 17 anos.

As aulas são realizadas duas vezes por semana no campo de futebol do bairro, mantido pela ACBASN. O local existe há quase 20 anos e agora passa a ser instrumento de inclusão social. “Essa iniciativa foi boa, não tinha lugar para brincar e a gente acabava ficando na rua”, contou Alexandre Marques, de 11 anos.

Alexandre à vontade com a bola no pé!

Mas, para se manter na escolinha, não basta ser bom de bola ou ter vontade de aprender, tem que estar bem na escola. “Estamos em contato com a escola onde eles estudam para saber como está o rendimento e o comportamento deles lá. Queremos fazer um trabalho em conjunto e ajudar no desenvolvimento de cada um”, explicou Del Careca, como é conhecido Aderildes Nascimento Santos, presidente da ACBASN.

O projeto conta com um atleta profissional como treinador, que mesmo morando há pouco tempo na comunidade, se dispôs a doar tempo e conhecimento. “Estou aqui para ensinar tudo que aprendi como atleta e aprender com eles também. Queremos dar a esses meninos a chance de serem revelados e seguirem como atletas, por que não?”, pontou o treinador voluntário, Ailton Ferreira.

Na escolinha, eles recebem preparo físico, psicológico e da prática esportiva do futebol. Tudo para formar um atleta completo. E, mesmo que isso não seja a profissão deles no futuro, certamente contribui para a formação deles desde já. “Estou achando muito bom, é uma oportunidade para todos nós e, mesmo que eu não seja um jogador no futuro, é muito bom estar aqui”, disse Cauã Vaz, de 14 anos.