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Supertufão: transportes aéreos e ferroviários podem ser interrompidos no Japão

Em uma diretriz estabelecida em julho deste ano, o governo japonês disse que é desejável anunciar a possibilidade de suspensões de trens 48 horas antes e atualizar um plano detalhado com 24 horas de antecedência

Foto: Reprodução
Mapa mostra o percurso do supertufão Hagibis na costa do Japão

Sob a ameaça de ser devastado por um supertufão, estações de trens e aeroportos domésticos podem fechados. Segundo o jornal Japan Times, o anúncio feito por diversas operadoras nesta quinta-feira (10), segue uma orientação do Ministério dos Transportes do Japão.

Em uma diretriz estabelecida em julho deste ano, o governo japonês disse que é desejável anunciar a possibilidade de suspensões de trens 48 horas antes e atualizar um plano detalhado com 24 horas de antecedência.

O tufão é classificado pela Agência Meteorológica do Japão como “violento”, sua designação mais alta. A previsão é de que a tempestade possa atingir o Centro ou Leste do Japão no sábado à noite ou domingo de manhã sem perder muito de sua força.

A empresa área Nippon Airlines disse que todos os vôos domésticos com partida e chegada no sábado (12) nos aeroportos de Narita e Haneda serão cancelados. Outras companhias aéreas também podem cancelar voos, e outros aeroportos podem ser afetados, inclusive no centro do Japão e na região de Kansai.

Turismo prejudicado e jogos interrompidos

Diversos turistas, que estão no Japão para a Copa do Mundo de Rugby, já foram afetados desde o anúncio do supertufão Hagibis. Dois jogos, Inglaterra-França e Nova Zelândia-Itália, foram cancelados preventivamente.

A empresa aérea All Nippon Airways (ANA), uma das maiores operadoras de voos do país, anunciou que “os vôos em 12 de outubro provavelmente serão cancelados”, e alertou ainda que as opções de trânsito de e para os aeroportos também podem ser afetadas.

Enquanto isso, a Japan Airlines (JAL) está informando aos viajantes que a empresa “não cobrará nenhuma taxa de manuseio pelas alterações ou reembolsos resultantes dos efeitos previstos nas operações causadas pelo mau tempo (tufão, etc.) ou desastres naturais”.