Cinco anos após o acidente que causou a morte do casal Kelvin Gonçalves dos Santos e Brunielli Oliveira, as famílias das vítimas ainda aguardam pelo julgamento dos acusados de provocar a colisão com a moto onde os jovens estavam.
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O advogado Ivomar Rodrigues Gomes Junior e o universitário Oswaldo Venturini Neto foram acusados de ingerir bebida alcoólica e realizar um “racha”, que acabou no grave acidente na Terceira Ponte.
Nesta quarta-feira (22), a mãe de Brunielli fez um desabafo e pediu que a justiça seja feita pela morte da filha e do namorado dela.
“Não mediram as consequências, beberam a noite toda e ainda foram disputar um racha. Tiraram a vida da minha filha, o direito dela viver. Venho pedir ao juiz julgar esse caso. Já são cinco anos do crime e não tivemos nenhuma resposta. Tem uma mãe sofrendo. É uma dor insuportável, é um vazio dentro de mim“, desabafou.
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O casal estava em uma moto quando foi atingido pelos veículos que, segundo a polícia, participavam de um “racha”. As vítimas não resistiram aos ferimentos e morreram na hora.
Na época, os suspeitos foram autuados e tiveram a prisão preventiva decretada, mas, em setembro de 2019, eles foram soltos após uma liminar do ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Laudo aponta que carros estavam a mais de 140km/h
O laudo pericial detalhado sobre o acidente aponta que foi o veículo dirigido pelo advogado Ivomar Rodrigues que atingiu a moto onde o casal estava.
O documento da perícia apontou ainda que o advogado não freou antes da colisão. Ivomar, segundo a perícia, seguia a 149 km/h e só acionou os freios no momento exato da colisão. O carro de Oswaldo colidiu contra o veículo do advogado a 144 km/h, segundo o laudo pericial.
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Ivomar e Oswaldo foram denunciados pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) por duplo homicídio doloso. A Justiça acatou a denúncia, o que fez com que os acusados se tornassem réus no processo. No entanto, até hoje o caso não foi julgado.