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Venda do Saldanha da Gama fracassa pela segunda vez

Proposta da Prefeitura é que o local vire um museu. O recurso da venda deve ser destinado na restauração do Mercado Capixaba

Saldanha da Gama reformado em 2010
Saldanha da Gama reformado em 2010

Na segunda tentativa de venda do Clube Saldanha da Gama, nenhuma empresa compareceu ao certame, que estava agendo para a última terça-feira (15), na Prefeitura de Vitória. Como nenhuma empresa apareceu, a licitação do edifício histórico foi considerada deserta. 

De acordo com a secretária de Desenvolvimento da Cidade, Lenise Loureiro, o município vai reavaliar o valor de R$ 5 milhões, definido pela Comissão Permanente de Avaliação (Copea) da Secretaria Municipal de Obras e Habitação (Semohab).

A proposta é que o clube vire um museu – 70% do espaço -, com atividades de suporte, como cafés e livrarias. O recurso proveniente dessa venda será usado na restauração do Mercado da Capixaba.

“O Serviço Social do Comércio do Espírito Santo (Sesc-ES) já se posicionou, por ofício, que tem interesse na compra do Saldanha, no valor de R$ 3,5 milhões. Esse montante está dentro dos orçamentos obtidos por avaliadores do Sesc-ES. Agora confrontaremos os orçamentos para estudar soluções que viabilizem a utilização da edificação como museu”, disse Lenise.

História

O Forte São João foi edificado no período colonial para proteger a cidade dos invasores. A fortaleza teve um papel imprescindível na defesa da Capitania do Espírito Santo, principalmente a partir de 1592, quando o navegador inglês Candish, temido em todo mundo, ameaçava invadir a ilha. Com sua importância nas batalhas, tornou-se testemunho de resistência do povo capixaba, que venceu por duas vezes os holandeses.

Em 1767, a edificação ganhou peças de artilharia e enormes paredes de pedra que transformaram o Forte em uma figura imponente de defesa territorial. O Clube de Regatas Saldanha da Gama comprou a antiga edificação do Forte São João, em 1931. Apesar da prática de esportes ser a sua principal atividade, o Saldanha, a partir da década de 20, passou a investir em festas, concursos e eventos que animavam a elite capixaba.

Sempre contando com a influência de seus associados, passou por muitos reparos e reformas até 1984, quando se tornou um imóvel tombado pelo município. A partir daí, nenhuma obra que descaracterizasse a arquitetura original foi realizada. A muralha do clube é tombada em nível estadual e considerada de interesse de preservação.

Com informações da Prefeitura de Vitória