Rachaduras por todo o pátio. Barranco e o medo de deslizamento e desmoronamento. Estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Alfredo Leppaus estão convivendo diariamente com essas situações no distrito de Holanda, zona rural de Santa Leopoldina, na Região Serrana do Espírito Santo.
Preocupados e revoltados com a demora por uma solução, alunos, pais e responsáveis pelas crianças realizaram no início da manhã desta sexta-feira (28) uma manifestação em frente à escola.
Eles pedem reformas no colégio, que teve a área do pátio atingida por um deslizamento de terra nas chuvas registradas na região em dezembro do ano passado. Após o desmoronamento, o pátio foi interditado e os alunos não têm acesso a área, assim como os funcionários.
No entanto, as rachaduras e o barranco não passaram por obra e a preocupação dos responsáveis pelas crianças é de que o resto do terreno acabe cedendo, pondo em risco a segurança dos alunos.
A manicure Katia Steiner, mãe de um garoto de 8 anos, aluno do 2º ano, participou da manifestação e disse que a intenção é chamar a atenção das autoridades.
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“Fizemos esse protesto com a intenção de não deixar os alunos e os funcionários entrarem. Queremos chamar a atenção das autoridades, dos vereadores. Se a parte emergencial não for feita, nosso medo é que o resto do prédio comece a ceder”, disse Katia.
Educação Física é dentro da sala de aula
A insegurança com a estrutura da escola, segundo a manicure, traz também prejuízos às atividades dos alunos, como a própria prática de Educação Física.
“A Educação Física as crianças estão fazendo dentro de sala de aula ou na área externa da escola, que é de terra. Só que do lado de fora não têm nenhuma cobertura e os alunos acabam pegando muito sol. Na festa junina, por exemplo, os ensaios precisaram ser feitos no pátio de uma igreja vizinha”, contou.
Katia Steiner ressaltou que os pais já se reuniram com membros da Defesa Civil e até o prefeito do município, Romero Endringer, para pedir a construção de um muro de contenção, o que ainda não saiu do papel.
A preocupação dela também é compartilhada pela produtora rural Gabriele Barcelos Muniz, mãe de um menino de 5 anos, que frequenta o pré-escolar no colégio.
“A parte de baixo da escola está muito prejudicada, caiu uma barreira. Ficamos muito preocupados de o pátio romper e a escola romper junto. Está muito feio e eles não querem fechar a escola”, disse.
VEJA VÍDEO:
Prefeitura diz que vai apresentar projeto
A secretária de Educação de Santa Leopoldina, Ana Cláudia Aparecida Endringer Monteiro, afirmou que esteve nesta sexta na escola, durante a manifestação, e conversou com os pais.
De acordo com ela, o prédio passou por avaliação da Defesa Civil municipal e da Secretaria Municipal de Obras, que garantiram não haver prejuízo na estrutura.
A secretária disse que o local onde o deslizamento ocorreu foi fechado e reforçado com pedras, para evitar outros desmoronamentos. Intervenções estão sendo feitas, segundo Ana Cláudia, e um projeto de reforma do pátio será apresentado à comunidade no dia 15 de agosto.
“É um problema localizado no pátio, o local foi interditado e a equipe continua trabalhando. Faremos uma intervenção no prédio. Temos uma reunião marcada com a comunidade para apresentar o projeto junto a um engenheiro no dia 15 de agosto”, disse.
A Prefeitura de Santa Leopoldina informou, por nota, que medidas de mitigação dos impactos forma tomadas, como a instalação de calhas e entrada segura de entrada alternativa para as crianças, mas confirma que o muro de contenção ainda não foi construído.
“No que diz respeito à criação de um muro de contenção, vem sendo acompanhado pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos, na qual, realizou visitas técnicas ontem (quinta) para assegurar a segurança dos alunos e servidores; e acompanhado pela Defesa Civil do município. Por fim, a SEOSP paralisou as demais obras e iniciou a contenção na referida escola”, relata a prefeitura na nota.
Assista ao vídeo da manifestação dos pais e responsáveis:
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