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Quem fuma há mais de 15 anos e tem sintomas como tosse, catarro, chiado e falta de ar deve se preocupar e buscar logo atendimento médico. Essas são características de pessoas que desenvolvem uma doença grave: a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
A pneumologista Cristina Alóquio Paiva, do Centro Regional de Especialidades (CRE) Metropolitano, em Cariacica, explica que a enfermidade se caracteriza pela obstrução crônica do fluxo aéreo provocada por uma resposta inflamatória anormal dos pulmões à inalação de partículas ou gases tóxicos, principalmente em decorrência do tabagismo, que provoca entre 70% e 80% dos casos.
De acordo com a médica, a obstrução geralmente é progressiva e pode não ser totalmente reversível. No entanto, é possível prevenir e tratar a doença, por isso é importante que o diagnóstico seja feito o quanto antes.
Com o objetivo de fazer esse alerta para a população, o ambulatório de DPOC do CRE Metropolitano promoveu nesta quarta-feira (19) uma ação de rastreamento da doença. A iniciativa marcou a passagem do Dia Mundial de DPOC, comemorado hoje.
O rastreamento foi realizado por meio de questionários, avaliação profissional e, nos casos suspeitos, foi realizado um exame chamado pico de fluxo, que mede o grau de obstrução das vias aéreas.
“Ao todo, 86 pacientes fizeram o pico de fluxo. Desses, 31 tiveram resultado alterado e foram submetidos a um exame mais específico. No final, seis pessoas foram diagnosticadas com doença pulmonar obstrutiva crônica. Elas foram atendidas por um pneumologista e saíram daqui já com medicamento”, informou a médica Cristina Alóquio Paiva, que coordenou a atividade.
Segundo a pneumologista, outros três pacientes receberam diagnóstico de doenças respiratórios que não a DPOC. Eles serão submetidos a exames complementares e farão acompanhamento no próprio CRE Metropolitano.