Hoje é o Dia Internacional do Autismo, uma neuroatipia cada vez mais comum mas, ainda, encoberta de muito preconceito.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também estima que haja 2 milhões de brasileiros autistas, cerca de um 1% da população brasileira.
Por isso, trazemos um exemplo de como a união faz a diferença na vida de famílias atípicas. A Família TEA surgiu em 2022, após 3 mães decidirem formar um grupo para trocar experiências. Para saber mais sobre a instituição, visite o site.
Confira abaixo nossa entrevista com Emanuele Vassoler.
1 – Como surgiu a Família TEA?
– O Família TEA surgiu em 2022, quando três mães de cidades diferentes, cujos filhos eram atendidos pelo mesmo médico, decidiram formar um grupo para trocar experiências. A partir daí, outras mães e pais foram se juntando ao grupo.
2 – De que forma a instituição atua?
– O Família TEA atua acolhendo famílias em diagnóstico recente, levando informação sobre o autismo por meio de palestras, rodas de conversa, fóruns e seminários em escolas, igrejas e comércios. Dessa forma, buscamos promover a inclusão de nossos filhos na sociedade.
3 – Apesar do pouco tempo de existência, a Família TEA já acumula conquistas importantes, como a participação na elaboração do SERDIA, realização de seminários e capacitação para professores. As prefeituras das cidades em que vocês atuam dão algum tipo de apoio?
– O Família TEA custeia todos os eventos com recursos próprios, obtidos por meio do nosso bazar. Eventualmente, fazemos parcerias com clínicas e profissionais da área para cobrir custos gráficos dos eventos. No entanto, NUNCA recebemos apoio de nenhum órgão público.
4 – Ainda falando do lado financeiro da operação, vocês realizam bazares para contribuir no financiamento de ações. Além dele, como as pessoas podem contribuir financeiramente com a instituição?
– Atualmente, contamos apenas com o bazar como fonte de recursos. Geralmente, antes da realização de um evento, abrimos espaço para parcerias com quem deseja contribuir.
5- Alguma mensagem final para os leitores da Voz da Inclusão?
– O autista precisa de bons profissionais para se desenvolver, mas nada é mais essencial do que uma FAMÍLIA unida, que incentiva e dá continuidade ao tratamento na escola e em casa. Precisamos parar de subestimar pessoas autistas e enxergá-las como realmente são: indivíduos com algumas limitações, mas cheios de sonhos e com enorme potencial de desenvolvimento.