Polícia

4 mil peças de roupa falsificadas são apreendidas em lojas na Grande Vitória

As ações da Operação Natal, de combate à venda de produtos falsificados, ocorreram nos municípios de Cariacica, Serra e Vila Velha

Foto: Divulgação / PCES

Cerca de 4 mil peças de roupa foram apreendidas durante a Operação Natal, deflagrada pela Delegacia Especializada de Defraudações e Falsificações (Defa). As ações de combate à venda de produtos falsificados ocorreram nos municípios de Cariacica, Serra e Vila Velha, e foram encerradas na última sexta-feira (21).

A responsável pela Defa, delegada Rhaiana Bremenkamp, afirmou que, nas últimas três semanas, foram intensificadas as operações de combate a produtos falsificados. “Essas ações que acontecem durante todo o ano passaram a ocorrer mais de uma vez por semana neste mês. Com o aumento das vendas por causa do Natal, muitos comerciantes legais acabam sendo prejudicados por essas pessoas que vendem produtos falsificados e irregulares”, afirmou a delegada.

Ela ressaltou que só na última semana foram realizadas duas operações na região da Avenida Expedito Garcia, em Cariacica, e também em Vila Velha e na Serra. “Os proprietários dos estabelecimentos foram indiciados pela prática dos crimes contra a marca, relação de consumo e concorrência desleal. Pelo menos três proprietários foram presos em flagrante e encaminhados ao Centro de Triagem de Viana (CTV). Os demais responderão em liberdade”, explicou.

A delegada também destacou os prejuízos que a venda de produtos falsificados acarreta. “Esses produtos são, em muitos casos, impróprios para o consumo. Não só prejudicam os comerciantes legais, que deixam de vender, e o Estado, que perde em arrecadações, como também podem provocar danos à saúde dos consumidores. Por isso, além dos empresários e dos representantes das marcas que são os principais denunciantes, também precisamos do apoio da população para combater essa prática”, alertou Rhaiana Bremenkamp.

Doação

A delegada titular da Defa conta que muitos materiais serão doados. “Os materiais que podem representar risco aos consumidores serão incinerados, mas alguns vão ser doados a uma organização de amparo a pessoas em situação de extrema pobreza e vulnerabilidade. No caso dos itens apreendidos na última sexta (21), por exemplo, nós conseguimos uma autorização judicial, para que eles fossem customizados e doados a pessoas que precisam”.