Moradores de Santo Antônio, em Vitória, acreditam que o bloqueio ocorrido no início da tarde desta terça-feira na Avenida Santo Antônio ocorreu em retaliação à morte de um morador da região, ocorrida há quatro dias. Na última sexta-feira (14) Erivelson Alves da Silva, o Dedé, de 23 anos, morreu após trocar tiros com a Polícia Militar durante uma perseguição, que começou no Morro dos Alagoanos e terminou em Mário Cypreste.
Informações passadas pela Polícia Civil dão conta de que Dedé foi flagrado portando uma pistola durante um patrulhamento de rotina no Morro dos Alagoanos. O suspeito correu e, em mário Cypreste, tentou se esconder em uma casa. Ainda segundo a Polícia Civil, ao se ver cercado, Dedé fingiu que iria se entregar e atirou contra a PM. Os policiais revidaram e ele acabou morto com dois tiros no peito.
Nesta terça-feira, um grupo de aproximadamente sete homens, alguns encapuzados e pelo menos um deles armado, pararam quatro ônibus e obrigaram motoristas e cobradores a desembarcarem. Dos coletivos que foram parados e usados para bloquear a pista, três são municipais e um do sistema Transcol. O grupo também usou pneus e madeira para fazer quatro barricadas e fugiu em seguida.
A equipe da Polícia Militar que foi deslocada para atender a ocorrência recebeu o reforço do helicóptero da PM e de viaturas da Companhia Independente de Missões Especiais (CIMEsp), de radiopatrulhas e de equipes de moto. Só depois que os reforços chegaram os motoristas puderam voltar aos coletivos e seguir viagem.
O Corpo de Bombeiros também foi acionado, para apagar o fogo das barricadas, e, em seguida, a PM conseguiu liberar a pista. Depois da conclusão dos trabalhos da polícia e dos bombeiros, a equipe de limpeza da Prefeitura de Vitória retirou o que restou das barricadas. O desbloqueio do trânsito na Avenida Santo Antônio ocorreu cerca de uma hora depois do início da ocorrência.
Por meio de nota, a Polícia Civil informou que a suspeita de que o bloqueio ocorrido nesta terça-feira tenha sido uma retaliação pela morte de um morador, na última sexta-feira, só poderá ser feita após a conclusão do inquérito que apura os fatos. O caso segue sob investigação do Serviço de Investigação Especiais da Polícia Civil e, até o momento, ninguém foi detido.
Ainda segundo a PCES, outras informações ainda não serão passadas para não atrapalhar o andamento das investigações. Denúncias que auxiliem no trabalho da polícia podem ser feitas por meio do Disque – Denúncia 181 ou pelo disquedenuncia181.es.gov.br. O sigilo e o anonimato são garantidos. No site, é possível a pessoa anexar imagens e vídeos de ações criminosas.
Com informações da repórter Camila Ferreira, da TV Vitória/Record TV