Polícia

Adolescente suspeito de participar de massacre em Suzano é liberado

O depoimento durou aproximadamente 2 horas mas o Ministério Público não viu indícios de participação no crime. Ele deixou o Fórum na companhia da mãe

Foto: Reprodução/Record TV

O adolescente de 17 anos, suspeito de ter participado do planejamento do massacre na escola estadual Raul Brasil, na região metropolitana de São Paulo, foi liberado. Ele saiu pela porta dos fundos do Fórum de Suzano, onde foi ouvido por um promotor do Ministério Público de São Paulo nesta sexta-feira (15).

De acordo com o Tribunal de Justiça, ele saiu acompanhado do delegado e da mãe. O depoimento levou cerca de duas horas de duração. Além do promotor do Ministério Público, a previsão era de que ele seria ouvido pela juíza da Vara de Infância e Juventude Érica Marcelina Cruz.

Ao final do depoimento, o MP não ofereceu denúncia e não pediu que o adolescente fosse mantido assistido. Apesar da suspeita da polícia dele ter informações sobre o massacre, não houve denúncia. O garoto foi ouvido e liberado. Ele deixou o Fórum de Suzano acompanhado da mãe e de membros do Conselho Tutelar.

Policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do adolescente nesta manhã, após determinação da Justiça. O adolescente foi levado pela polícia acompanhado da mãe durante o trajeto. No momento, ele é ouvido por promotores do Ministério Público. A partir do depoimento concedido, será decidido se haverá internação.

Em virtude das determinações do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), o processo tramita em segredo de Justiça.

Planejamento do massacre

Um adolescente, de 17 anos, participou da elaboração do massacre que ocorreu na escola estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, a 50 km de São Paulo, na quarta-feira (13), de acordo com o Delegado-Geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes.

Em entrevista coletiva dada no final da quinta-feira (14), Fontes disse que o adolescente, que estudou com o atirador Guilherme Monteiro, participou da organização do ataque. O delegado, no entanto, não deu mais detalhes da participação do adolescente, mas disse que o mesmo “pode ser apreendido a qualquer momento”.

Novas diligências

O MP-SP pediu a realização de diligências complementares à Polícia Civil para, posteriormente, solicitar a sua internação do adolescente em uma unidade da Fundação Casa, conforme determina o ECA.

Com informações da Record TV!