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O grupo de advogados que vai defender, voluntariamente, o pastor George Alves ainda não teve acesso ao inquérito policial do caso até a manhã desta quinta-feira (03). O pastor é pai e padrasto dos irmãos Joaquim Alves Sales, de 3 anos, e Kauã Sales Burkovsky, de 6, mortos em um incêndio no último dia 21, em Linhares, norte do Estado.
A reportagem do jornal online Folha Vitória entrou em contato com um dos advogados que compõe o grupo e foi informada que eles só irão se manifestar sobre o assunto em uma entrevista coletiva, que ainda não tem data e nem local definido.
O grupo é composto por advogados de Minas Gerais e do Espírito Santo. Um deles é Rodrigo Duarte, que também é pastor e vice-presidente da Igreja Batista Ministério Vida e Paz, onde George ministra cultos.
Depoimento
A pastora Juliana Salles, mãe dos irmãos Joaquim Alves Sales, de 3 anos, e Kauan Sales Burkovsky, de 6, mortos em um incêndio no município de Linhares, prestou depoimento na 16ª Delegacia Regional de Linhares na manhã desta quinta-feira (3).
Prisão preventiva
A Justiça decretou a prisão preventiva de George Alves, por 30 dias, para evitar que ele atrapalhe o andamento das investigações. Para especialistas, a prisão temporária de 30 dias sugere que a policia trabalha com a possibilidade de uma morte criminosa e que o pastor está sob suspeita.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Inspetores do Sistema Penitenciário do Estado, Sóstenes Araújo, George está em uma cela isolada no presídio de Viana. Desde que foi preso, no sábado, o pastor já foi atendido por um dentista, um psicólogo e uma advogada, que esteve no presídio no domingo. Visitas de familiares ainda não foram liberadas.
Perícia
Na tarde desta quarta-feira (02) a Polícia Civil realizou a quinta perícia na casa onde Joaquim e Kauã morreram, supostamente, carbonizados. Durante o trabalho, foi coletado material genético dentro do quarto onde as vítimas estavam no momento do incêndio.
O carro do pastor George Alves também foi apreendido pela polícia. No veículo serão procurados vestígios do que pode ter acontecido antes do incêndio que matou os dois irmãos.
O estado dos corpos de Joaquim e Kauã impossibilitou a identificação e eles foram levados para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, onde serão identificados a partir de exames de DNA. O resultado do exame está previsto para sair na próxima quarta-feira (09).
Por nota, a Polícia Civil informou que o caso segue sob segredo de Justiça, com acompanhamento do Ministério Público. Segundo a PCES, informações adicionais, além das já divulgadas, serão passadas pelo delegado responsável pelo caso, após a conclusão do inquérito policial.