A perita Maria do Rosário Mathias Serafim teve acesso às fotos da perícia do caso do assassinato de Raíssa Eloá Carparelli e afirmou, em entrevista à Record TV, que o garoto de 12 anos, apontado como principal suspeito de matar a menina, provavelmente não agiu sozinho.
De acordo com a especialista, para uma criança um pouco maior do que a vítima, a ação de amarrar um corpo a uma árvore seria difícil. “É improvável que um garoto de 12 anos tenha força para fazer tudo isso”, disse Maria do Rosário.
A possibilidade do crime ter tido a participação de um terceiro envolvido não foi descartada pela polícia.
O corpo de Raíssa foi encontrado pelas autoridades em pé, recostado em uma árvore, com o pescoço amarrado por um lenço a uma árvore. Algumas folhas, a poucos metros da vítima, tinham vestígios de sangue, assim como a blusa usada pela menina.
A especialista explicou que o sangue na cena do crime poderia determinar se o menino realmente teve a ajuda de outro suspeito no assassinato.
O caso
Uma menina autista, de 9 anos, foi encontrada morta debaixo de uma árvore, durante uma confraternização de um Centro Educacional Unificado (CEU), localizado em Anhanguera, São Paulo. O caso aconteceu no último domingo (29).
De acordo com informações do portal R7, a menina estava acompanhada da mãe. Em determinado momento, a mãe teria saído de perto da filha para buscar pipoca. Minutos depois, a criança havia desaparecido. Funcionários do local ajudaram a mãe a encontrar a criança.
Duas horas depois, a criança foi encontrada, já sem vida, numa árvore, em uma área restrita da escola. O caso está sob investigação do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).
Com informações do Portal R7!