Desde o início deste ano, ações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em todo o Espírito Santo tem resultado em apreensões constantes de cigarros contrabandeados do Paraguai. Até abril de 2023, cerca de 18 milhões de unidades do produto já foram parar nas delegacias.
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Os dados da PRF-ES também mostram que durante todo o ano de 2022, foram apreendidas mais de 23 mil unidades.
70% do cigarro consumido no Brasil é ilegal
De acordo com a PRF, o resultado é fruto de trabalho intenso de fiscalização em veículos transportadores de carga, porém, o órgão estima ser pequena a parcela da carga ilegal que entra no Estado, já que estudos demonstram que 70% dos cigarros consumidos no País são vendidos ilegalmente e que os cigarros paraguaios respondem por 57% do consumo brasileiro.
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As cargas apreendidas no Espírito Santo são originárias do Paraguai, de onde seguem para cidades de Minas Gerais e de lá são transportadas juntamente com outros tipos de carga, para enganar as fiscalizações da polícia, da fazenda e da saúde pública, com destino aos maiores centros no Estado, como Grande Vitória, Cachoeiro de Itapemirim, Linhares, Guarapari e outros.
Os transportadores de cigarro percorrem cerca de 2 mil km para chegar no Estado, desviando de fiscalização, em operações com transporte em rios, ruas, avenidas e rodovias.
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Na última quinta-feira (13), uma carga de caminhão com cerca de 2,2 milhões de cigarros contrabandeados do Paraguai foi apreendida pela PRF na BR 101, em Cachoeiro de Itapemirim. O carregamento estava no baú de um caminhão VW/9.150 E Delivery, com placas de Guiricema/MG, atrás de uma carga de calçados.
Na tentativa de coibir a entrada dos produtos no Estado, a PRF tem atuado de forma integrada, em ações de inteligência e de abordagens, com polícias Civil, Militar e Federal.
“As rotas nas rodovias BR-259 e 262, até então principais entradas no Estado, estão sendo substituídas por vias de menores fluxos, não asfaltadas e com menos fiscalização. A BR-101, que seria a melhor via, foi substituída pelas rodovias que ligam o ES a MG”, afirma a PRF.
Os produtos ilegais são comprados no Paraguai devido à vantagem econômica. Porém, esse fator ficou prejudicado durante os períodos mais intensos da pandemia, com a alta do dólar, fazendo reduzir a oferta e o espaço do contrabando de cigarro no mercado brasileiro.