
Foram cerca de R$ 100 mil em notas falsas que circularam no Espírito Santo em 2016. Foi o que afirmou a Polícia Federal, após realizar uma operação para combater a fabricação e inserção de moeda falsa no Estado. A ação aconteceu na manhã desta quarta-feira (3) na Grande Vitória. Mais de 50 homens da Polícia Federal participaram da ação e foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Vila Velha, Serra, Cariacica e Santa Maria de Jetibá.
Foi a partir da análise de conversas nas redes sociais que a polícia começou a investigar, há nove meses, a movimentação dessas moedas. “O esquema funcionava de três formas básicas. A primeira era a pessoa anunciando a venda de cédulas falsas pela internet, especialmente pelo Facebook, mas verificamos que a produção no Espírito Santo é mínima”, explicou o delegado Vitor Moraes Soares.
Ao longo das investigações, a polícia também recebeu denúncias de pessoas que vendiam aparelhos celulares em sites de compra e venda. O comprador dizia que ia pagar em dinheiro e o vendedor ficava feliz, mas na hora que recebia o dinheiro, parte das notas era falsa.
Em uma das imagens divulgadas pela polícia um homem de camisa azul é flagrado no momento em que paga o estacionamento com uma nota de R$ 100 falsa. De acordo com a polícia, estacionamentos estavam entre os locais preferidos dos suspeitos para o repasse das notas falsas, além de shoppings e bares, pois são lugares em que o movimento é grande e fica um pouco mais difícil para o comerciante verificar se está ou não recebendo um dinheiro falso.
“Nós temos boas cópias que de fato podem enganar os comerciantes em geral. Não são cópias que gerem a possibilidade de enganar uma perícia mais técnica, mas o repasse dessas notas falsas no comércio, especialmente à noite, certamente pode induzir ao erro”, destacou o delegado.
Nove suspeitos de negociar notas falsas foram levados para a sede da Polícia Federal. Eles foram interrogados. Na casa de um deles a polícia chegou a encontrar impressora, tinta especial e todo aparato necessário para a fabricação de dinheiro falso. Apesar disso, ninguém foi preso, pois as provas encontradas não são consideradas suficientes para pedir a prisão.
“A coleta da prova está sendo feita. Após o encerramento dessas audiências, todo o material vai ser encaminhado ao Ministério Público, que vai fazer a avaliação da pertinência da propositura ou não penal. O que acontece é que neste momento a justiça entendeu que ainda não existe elementos tão convincentes para se decretar uma prisão, mas entendeu que havia sim elementos suficientes para decretar o cumprimento dos mandados de busca e apreensão na residência dos investigados”, disse.