Um dia após o protesto que terminou em confusão na Grande Terra Vermelha, em Vila Velha, o clima na região foi mais tranquilo do que no dia anterior. A segurança no local foi reforçada. O comércio abriu e as escolas tiveram aulas. O transporte, que havia ficado afetado, também voltou a funcionar logo no início da manhã desta terça-feira (27).
A principal avenida do bairro Ulysses Guimarães teve um início de manhã movimentado. Padarias, supermercados e lojas abriram para o funcionamento. Nos pontos de ônibus, passageiros aguardavam a chegada dos coletivos. Cenas bem diferentes do que aconteceu na tarde desta segunda-feira (26) quando, segundo moradores, foi decretado um toque de recolher na região.
Testemunhas disseram que foi determinado o fechamento do comércio dos bairros 23 de Maio e Ulysses Guimarães, duas das 12 regiões que ajudam a compor a Grande Terra Vermelha. Policiais chegaram a ocupar a entrada dos bairros. Do alto, os militares vigiavam quem entrava e quem saía.
Nesta terça-feira, a segurança foi reforçada com a presença da Guarda Municipal (GM). O patrulhamento foi realizado com viaturas e com motocicletas. “A Guarda Municipal estará no atendimento para que possa acontecer o funcionamento das escolas, postos de saúde e outros serviços”, disse o Inspetor Siqueira, da GM de Vila Velha.
Pelo menos vinte escolas funcionam nas localidades para atender os mais de 60 mil moradores que vivem nos bairros. Um dia após o caos na segurança, todas as unidades de ensino tiveram as aulas mantidas. “A Guarda e a PM está trabalhando para que as pessoas possam ter tranquilidade de abrir o comércio, sair de casa e ir para o seu trabalho”, continuou o inspetor.
Um homem, que prefere não ser identificado, conta que mora em Ulysses Guimarães há mais de dez anos. Com comércio no bairro, ele lamenta o prejuízo. “As crianças estavam saindo da escola e começou um tumulto. Passaram de loja em loja avisando sobre o toque de recolher. Teve um ônibus quebrado e foi um momento de muito pânico. Graças a Deus não morreu ninguém, mas é uma situação que ninguém gostaria se repetisse mais”, desabafa.