Polícia

Confusão em restaurante termina com jovem ferida e versões diferentes em Vila Velha

Ela afirma que foi vítima de homofobia ao discutir com um servidor público. Ele, por sua vez, alega ter sido a verdadeira vítima das agressões

Foto: Reprodução

Uma confusão ocorrida em um restaurante localizado no bairro Itapuã, em Vila Velha, terminou em questão judicial. Na tarde desta segunda-feira (28), uma jovem de 27 anos alegou ter sido agredida por um servidor público enquanto estava dentro de um restaurante com a namorada. Ao ser questionado, o servidor apontou uma versão diferente e disse ter sido a verdadeira vítima do ocorrido.

A discussão teria começado quando a jovem, bacharel em direito, estava no restaurante. Ela e a namorada estavam no estabelecimento para comemorar o aniversário, mas tudo mudou no momento de pagar a conta. Na fila, ela afirmou que um homem, o servidor público Alexandre Vargas teria passado por ela e esbarrado de propósito. O fato motivou o início da briga, que resultou em um braço quebrado para a jovem.

A namorada da vítima contou que o servidor público se exaltou após ter sido questionado pela sua falta de educação. “Ele gritou com ela no restaurante, chamando de ‘sapatão macho’. Quando a gente saiu, imediatamente ele pegou ela pelo braço e disse ‘você acha que está falando com quem’ e gritando com ela, depois disso ele cuspiu na cara dela”, disse a vítima.

Ainda segundo a namorada, após a vítima receber uma cuspida no rosto, a jovem teria ido em direção a Alexandre para tirar satisfação da atitude e foi neste momento em que ele teria empurrado ela e por consequência, batido a cabeça no chão. 

No entanto, o servidor apresentou um olhar diferente dos fatos. Ao narrar sua versão, ele contou que a jovem teria sido a responsável pela briga e que teria começado as agressões contra ele.

“Passei ao lado dela e ela se incomodou por eu não ter pedido licença e gritou comigo me chamando de mau educado, e fez um dedo para mim. Eu saí do restaurante essa menina veio na minha direção e sem mais nem menos ela me deu um tapa no rosto e quando ela tentou prosseguir com as agressões eu dei um empurrão nela e a namorada dela me agrediu com chutes também”, contou. 

A jovem, junto com a namorada, acreditam se tratar de homofobia por parte do servidor, que negou a versão e diz que recebeu as agressões de forma “gratuita”. “Não tenho nenhum problema com isso, cada um tem sua opção sexual e eu não teria como saber qual era a opção sexual das duas já que são meninas como qualquer outras”, explicou o servidor público.

O caso foi parar na delegacia de Vila Velha. O servidor público disse que registrou um boletim de ocorrência e que vai abrir um processo contra a jovem, por lesão corporal. A bacharel em direito também garantiu que vai entrar com um processo judicial contra o servidor e que também já fez o registro do boletim de ocorrência.

* Com informações da repórter Milena da Silva Martins, da TV Vitória/Record TV.