Polícia

Depoimento de professora acusada de estrangular gatos é adiado para terça-feira

O depoimento da professora e bióloga Sônia Flores Rodrigues, acusada de estrangular quatro filhotes de gato dentro do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) foi adiado para a próxima terça-feira (22), na delegacia de Piúma.

De acordo com o delegado Milton Sapino, o advogado de Sônia alegou que não poderia acompanhar a professora em um depoimento nesta quinta-feira (17), pois teria que comparecer a uma audiência.

Ainda segundo o delegado Milton Sapino, as testemunhas indiciadas já prestaram depoimentos e a professora será a última a ser ouvida. Apesar de a delegacia ter um prazo de 30 dias para concluir o inquérito, o delegado acredita que até o final da próxima semana o caso seja resolvido. “Não vamos precisar de 30 dias, o caso será concluído logo após o depoimento da acusada”, garante.

Se for comprovado que os gatos foram estrangulados, a professora pode pegar de três meses a um ano de detenção. O Ifes abriu sindicância no Campus Piúma para apurar os fatos. De acordo com a assessoria da instituição de ensino, a professora segue lecionando enquanto aguarda a decisão judicial. 

Relembre o caso

Uma professora de biologia do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) de Piúma foi acusada de estrangular quatro filhotes de gato recém-nascidos no dia 29 de março deste ano. De acordo com a denúncia de pais de alunos, a professora teria matado os animais dentro da instituição e na frente dos alunos.

“Foi um ato de natureza piedosa”, diz professora

De acordo com a professora Sonia Rodrigues, todas as informações publicadas sobre ela não são verdadeiras. Ela afirma que em sua tese de doutorado a questão dos animais foi discutida. Sonia diz que questionou o uso de animais nas atividades de ensino e pesquisa. Ela também destacou que não utiliza animais nas aulas práticas.

“A motivação do meu ato foi essencialmente o sofrimento experimentado pelos gatinhos recém-nascidos, que não tinham chances de sobrevivência frente a sua saúde debilitada, à desidratação, à fome e à carência de cuidados maternos, uma vez que estavam abandonados sem que se tivesse conhecimento da localização da mãe. Foi um ato de natureza piedosa, ainda que controverso na concepção de algumas pessoas”, conta.

Defensores de animais criticam professora

O caso da bióloga Sônia Flores Rodrigues, professora do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), em Piúma, região Sul do Estado, acusada de sacrificar quatro filhotes de gatos no último dia 27 de março, tem causado revolta entre os meios de proteção aos animais.

Para Priscila Siqueira, membro do grupo “Patinhas Carentes”,  projeto unido à Sociedade Protetora dos Animais do Espírito Santo (SOPAES), a atitude da professora não foi correta. “Qualquer membro de proteção aos animais será contra esse tipo de comportamento. Não foi um ato de piedade. Ela deveria ter procurado um médico veterinário, uma pessoa capacitada para promover a eutanásia, e não ter a ação de estrangular os gatos. Isso foi uma maldade”, diz.