“É muito difícil passar por essa situação”. Esse foi o desabafo do cabo da Polícia Militar Rogério Machado, alvo de injúria racial por parte de um advogado durante uma abordagem ocorrida no sábado (02), em Vitória. O policial esteve nesta terça-feira (05) na sede administrativa da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia e Bombeiro Militar.
Durante a abordagem policial, o advogado desembarcou do veículo com sinais claros de embriaguez, dificuldade de equilíbrio e fala arrastada. Ele fez o teste do bafômetro, que deu positivo para o consumo de álcool. Além disso, proferiu uma frase racista contra o policial.
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Em um vídeo divulgado pela associação, o PM afirma que foi amparado por representantes da entidade logo que tomaram conhecimento do crime. De acordo com o profissional, ele é orientado pela equipe jurídica da associação sobre quais os próximos passos devem ser tomados junto à justiça.
Ainda segundo Rogério, situações como esta podem servir de desestímulo para outros profissionais:
“É difícil passar por esse tipo de situação, a gente trabalhando, tentando fazer o bem para a sociedade. Eu não quero passar isso amanhã de novo, não quero passar semana que vem e não quero que nenhum outro companheiro meu passe também, porque eu sei das dificuldades que a gente passa na rua e está cada vez mais difícil trabalhar. Isso pode servir como desmotivação, mas eu não vou me desmotivar”, disse.
No vídeo, aparece também o presidente da ASC, Jackson Eugênio Silote, acompanhado da equipe jurídica da associação. Ele lamenta o episódio ocorrido com Rogério e afirmou que o PM foi extremamente desrespeitado.
O presidente também pediu aos internautas para valorizarem o trabalho dos policiais e bombeiros do Espírito Santo.
“A ASC reforça a todo cidadão de bem do Estado do Espírito Santo a necessidade de valorizar e proteger estes homens e mulheres que protegem a população capixaba mesmo com o risco da própria vida”.
Assista ao vídeo:
Associação dos Cabos e Soldados emitiu nota
A ASC divulgou nesta terça-feira (05), uma nota de repúdio sobre o caso de injúria racial, sofrida pelo Cabo Rogério Machado.
A nota, assinada pelo Cabo Eugênio, afirma que “é inaceitável que um policial que se dedica diariamente à proteção da sociedade tenha sido alvo desse crime bárbaro e covarde”.
Além disso, a associação também afirmou que disponibilizaram uma equipe jurídica para dar o apoio necessário ao Cabo Rogério e sua família. “Para que o responsável seja responsabilizado cível e criminalmente pela justiça”.
“Não vamos tolerar esse tipo de ataque contra nossos militares e lutaremos de forma incansável para que o responsável seja responsabilizado criminalmente pela Justiça.
Informamos que nossa equipe jurídica segue atuante e acompanhará até o fim os desdobramentos do caso.
Mais uma vez, reiteramos nosso compromisso na luta contra o racismo e qualquer forma de discriminação”, descreve na nota.
Ele chegou a preso em flagrante, mas foi liberado sem a necessidade de fiança durante audiência de custódia no domingo (4).
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