Um empresário de 33 anos, morador da Serra, no Espírito Santo, foi detido em flagrante na tarde de quinta-feira (2) em um resort de luxo em Arraial d’Ajuda, na Bahia.
Ele é suspeito de utilizar cartões bancários de terceiros, sem autorização, para pagar despesas relacionadas a diárias e alimentação no hotel. Após audiência de custódia, o empresário foi liberado.
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Segundo a Polícia Civil da Bahia, ele estava hospedado desde o dia 30 de dezembro, e causou um prejuízo de R$ 16 mil com despesas de diárias e alimentação que eram “pagas” com cartões de terceiros.
Com ele foram apreendidos um veículo Audi A3, mais de R$ 4 mil em espécie, celular, notebook e cartão bancário. O empresário foi encaminhado ao Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep) para audiência de custódia, conforme prevê a Lei Processual Penal.
O suspeito, que é proprietário de um gastrobar na Serra, estava no resort com a namorada.
Defesa alega golpe e apresenta provas à polícia
A advogada Lillian Thais da Silva, que integra a defesa do empresário, argumenta que ele foi enganado por um cliente, que ofereceu um pacote de viagem pago com milhas acumuladas.
O empresário teria transferido R$ 8 mil via PIX ao golpista e planejava quitar o restante no último dia de estadia. No entanto, o pacote foi reservado com um cartão clonado, resultando na contestação da compra e sua prisão.
A defesa apresentou comprovantes das transferências e conversas com o suposto golpista às autoridades, além de registrar um pedido de não prisão.
A advogada também informou que medidas legais estão sendo tomadas contra o verdadeiro responsável.
Em nota, a defesa destacou que as investigações ainda estão em andamento e criticou a exposição pública do caso sem a conclusão das apurações, reforçando o princípio da presunção de inocência.
A Polícia Civil da Bahia segue investigando o caso e aguarda a análise detalhada das provas apresentadas pela defesa para esclarecer os fatos.
No final da tarde desta sexta-feira (3), a advogada Lillian da Silva informou que o empresário foi liberado da custódia.