Dois empresários foram presos suspeitos de venderem gasolina adulterada em um posto de combustíveis clandestino em Viana na tarde desta sexta-feira (15), durante inspeção da Polícia Civil.
No momento da abordagem da polícia, um caminhão estava sendo abastecido com combustível adulterado e o condutor do veículo disse que não sabia da condição do material.
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De acordo com a Polícia Civil, o espaço funcionava, também, como transportadora e poderia ter uma base para comprar combustível e abastecer a própria frota
No entanto, o local perdeu a licença concedida pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) e, ainda assim, continuava comprando e revendendo a gasolina adulterada.
A investigação teve início após denúncias ao Ministério Público de que algumas empresas em Viana estariam funcionado como postos de gasolina clandestinos.
No momento da abordagem, o motorista do caminhão que estava no local, confirmou que não era funcionário da transportadora.
“A princípio parecia uma oficina, uma transportadora. Tinha uma bomba escondida nos fundos e tinha um caminhão parado estacionado. Chegamos a indagar o frentista, ele disse que abastecia qualquer um que procurasse e o motorista do caminhão confirmou que era de outra frota, que não tinha vínculo nenhum com a empresa e que mandavam e ele parava lá e abastecia, porque tinha um preço melhor”, relatou o titular da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, delegado Eduardo Passamani.
Ainda segundo Passamani, além de não ter autorização da Agência Nacional de Petróleo, a empresa também não contava com licença da Prefeitura de Viana para funcionar.
“Conseguimos identificar que o caminhão não era da frota da própria empresa, o local era uma oficina, ele não poderia vender combustível e estava atuando como posto de combustível clandestino. Ele estava funcionado sem autorização da Agência de Petróleo, sem licença da prefeitura municipal, sem poder funcionar”, disse.
O delegado informa que vender gasolina adulterada é crime e pode também causar problemas ao funcionamento de veículos e colocar a vida dos passageiros em risco.
A Polícia Civil destacou que a operação vai continuar em todo o Estado para identificar outros postos de revenda do tipo de substância.
Os dois empresários detidos foram encaminhados ao sistema prisional capixaba e podem pegar até cinco anos de prisão.
*Com informações de Larissa Barcelos, repórter da TV Vitória/Record.
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