Uma família, que reside no bairro Boca do Mato, zona rural de Cariacica, foi feita refém dentro da própria cada por bandidos. Os criminosos invadiram a residência e ameaçaram os moradores. Entre eles, uma criança de apenas 2 anos de idade.
Na propriedade da família, a cerca baixa e simples indica que a segurança nunca foi uma preocupação para os moradores. A realidade mudou na madrugada da última quinta-feira (26), quando a residência, na beira da estrada principal, foi invadida por criminosos.
Na casa, vivem 4 pessoas. Um vigilante, a mãe acamada, a esposa dele e o filho do casal, de apenas 2 anos. Os moradores não deram entrevista, mas contaram que foram acordados por um forte barulho. Três homens arrombaram a porta da casa com chutes. Dois deles estavam armados. Inicialmente, os bandidos disseram que eram policiais, mas logo depois anunciaram o assalto.
Os bandidos recolheram aparelhos eletrônicos, cerca de R$ 600 e até a roupa de cama. Em seguida, o casal e o filho foram levados até a casa ao lado, onde moram a irmã, o cunhado e o sobrinho do vigilante, de 12 anos. Todos foram obrigados e se deitar no chão, enquanto os criminosos seguiam com o assalto.
De acordo com as vítimas, os bandidos estavam bastante nervosos. Um deles chegou a ameaçar a família de tortura. Toda a ação durou cerca de 30 minutos. Os criminosos colocaram os pertences recolhidos em um carro, que estava parado do lado de fora. Dois deles fugiram no veículo. O terceiro fugiu pilotando a motocicleta do vigilante.
O que as vítimas não imaginavam é que um dos suspeitos seria detido poucas horas depois. Renan Senna Juvêncio, 19 anos, foi encontrado circulando pela região no carro apontado como o mesmo utilizado durante o crime. O rapaz foi encaminhado para a delegacia, onde foi reconhecido pelo vigilante.
A moto levada pelos bandidos, de placa MSU-2652, de Cariacica, ainda não foi localizada pela polícia. De acordo com a assessoria da Polícia Civil, os suspeitos que fugiram ainda não foram presos. Quem tiver qualquer informação que ajude na investigação, pode ligar para o Disque Denúncia 181.