De janeiro a agosto deste ano, os municípios que compõem a Grande Vitória registraram 14.567 roubos de celulares. No mesmo período do ano passado, foram registrados 15.846 roubos desses aparelhos.
As informações são da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). O número representa 60 roubos por dia. Em apenas um, entre os milhares de casos de roubos de aparelhos celulares, um jovem de 18 anos foi morto com um tiro no peito. Ele estava dentro de um ônibus do sistema Transcol, que faz a linha 619.
Ele era estudante e sonhava ser policial. No dia do crime, ele estava voltando da casa da namorada, em Jardim Marilândia, Vila Velha, e seguia para casa, em balneário de Ponta da Fruta. No mesmo período do ano passado, foram registrados 15.846 roubos desses aparelhos.
Até hoje os pais de David Ribeiro Sousa sofrem com a perda precoce do filho. “Eu não perdi só um filho. Eu perdi um amigo, um companheiro de trabalho. É o momento mais difícil. Infelizmente, essa tragédia que aconteceu abala muito a gente”, conta o pai, que recebia a ajuda do filho na fábrica de vassouras para garantir sustento da família. “A condição financeira da gente não é boa. Mas se eu pudesse dar uma fábrica de celular para ter meu filho de volta, era o que hoje eu poderia ofertar para essas pessoas”, completa o pai.
A quantidade celulares roubados é grande, e chega a superar até mesmo a população de alguns municípios do Espírito Santo, como é o caso de Alfredo chaves, que tem 13.955 habitantes.
Mesmo com a pequena queda no número de ocorrências este ano, o delegado Gianno Trindade diz que é uma melhora e expressiva e conta que a polícia atua em duas frentes para tentar frear esse tipo de roubo. “O nosso sistema passou a incorporar a restrição de que aquele aparelho foi roubado, com a colocação IMEI, para que nós possamos rastrear o celular e identificar que ele foi roubado. A outra frente de atuação é na fiscalização dos estabelecimentos que estão adquirindo esses produtos e revendendo, como se fossem produtos de origem lícita”, explica o delegado.
Além disso, o delegado reforça o fato de que, quem se apropria de celulares roubados, também está cometendo crime. “Dependendo da situação, se a pessoas tem muita consciência de que está adquirindo em produto de origem roubada, furtada ou outros meios de subtração ilegal, essa pessoa responderá por receptação dolosa, que é uma pena igual a pena do furto, de um a quatro anos de reclusão”, detalha Gianno.