A família da médica Milena Gotardi Tonini Frasson, assassinada em 2017, ainda luta na Justiça pela guarda das duas filhas dela, uma menina de 10 anos e outra de 4. A segunda audiência sobre o caso aconteceu na tarde desta terça-feira (27), no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), em Vitória. O pai das crianças e ex-marido de Milena Gottardi, o policial civil Hilário Frasson, é acusado de ser um dos mandantes do crime.
A advogada contratada para trabalhar no caso junto aos familiares da médica, Ana Paula Morbeck, disse que ainda não há uma definição. De acordo com Morbeck, a guarda permanece provisoriamente com o irmão de Milena.
“Por enquanto vamos aguardar uma nova audiência. Mesmo que ainda não exista data e horário. Terá audiência em outras comarcas para ouvir as três últimas testemunhas. Essas testemunhas não podem ser identificadas devido o processo que tramita em segredo de Justiça”, disse.
Segundo a advogada, a expectativa dos familiares de Milena é de ter a guarda definitiva das crianças no fim do processo. Morbeck conta que foi contratada para atuar em casos da médica, desde a época que Milena entrou com o pedido de separação do ex-companheiro, Hilário Frasson.
Carta de Milena registrada em cartório expressava o desejo da médica quanto as filhas:
Confira parte da carta:
“Por isso, venho através desta carta expor a minha vontade que se acontecer algo de ruim comigo, por exemplo, se Hilário Antônio Fiorot Frasson me matar e pode ser que tente se matar também, eu desejo que as minhas filhas (…) *nome das duas filhas fiquem sob guarda do meu irmão Douglas Gottardi Tonini com a supervisão da minha mãe Zilca Maria Gottardi Tonini porque assim ficarei em paz. Sei que eles tem plena condições de seguir com os ensinamentos e afeto para com as minhas filhas da forma que eu mesma faria. Bem como de utilizar todos os benefícios financeiros a favor da educação das minhas filhas”.