A Justiça condenou nesta quarta-feira (31), Adenilton de Jesus Nascimento dos Santos a 44 anos de prisão pelo feminicídio da ex-companheira e assassinato da sogra. Os crimes foram cometidos em 25 de novembro de 2021.
O crime ocorreu no bairro Zumbi dos Palmares. Silvanete dos Santos Freitas, 38 anos e Karina Freitas, de 20 anos, foram mortas a tiros. Segundo a polícia, primeiro o homem atirou contra a sogra. Depois, ele foi até o trabalho da ex-companheira e também disparou contra ela.
Segundo a investigação, Adenilton não aceitava o fim do relacionamento com Karina. Após ser preso, ele confessou os crimes.
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De acordo com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Adenilton, que já está preso, cumprirá a pena, inicialmente em regime fechado.
Ainda segundo o MPES, o promotor que atuou no caso no Tribunal do Júri, considerou a pena insuficiente e já recorreu da decisão, requerendo uma pena maior.
O júri popular foi realizado em Vila Velha. O réu foi condenado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado de Silvanete por motivo torpe e sem chance de defesa da vítima.
Adenilton também foi condenado por homicídio triplamente qualificado, feminicídio, por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa de Karina.
Por nota, o advogado de Adenilton, Renato Ricas, informou que a defesa estuda recorrer da sentença.
“Terminou o júri com condenação de 44 anos, a defesa trabalhou desde o início com a tese baseada na confissão. Está estudando a viabilidade de apelação para baixar a pena de 44 anos”, disse.
Em entrevista à TV Vitória, a mãe de Silvanete e avó de Karina, Marlete Pereira, afirmou que a saudade continua mesmo com o passar dos anos.
“Eu sinto falta da minha filha, a chegada dela aqui em casa, perguntando como era pequena, como foi a infância dela. E também sinto muita saudade da minha neta, ela chegava e sempre chamava”, descreveu Marlete Pereira.
Entretanto, para Marlete, as lembranças estão em toda parte, principalmente ao ver a irmã gêmea de Karina. “Sei que estou vendo ela do mesmo jeito, porque a irmã a igualzinha. É um sofrimento muito grande, eu vejo uma e não vejo a outra”.
Durante os anos, a revolta, raiva e o inconformismo não saíram da memória da mãe e avó. “O cara tira a vida de duas pessoas como se coisa que ele é Deus para tirar a vida. Mulher não é propriedade dele, não”.
Ela também acrescentou que está com medo do acusado ser solto novamente e fazer novas vítimas. “Ele é frio e calculista, ele tem coragem para tudo e é perigoso”.
Relembre o caso
O crime foi registrado em 25 de novembro de 2021. Na época, testemunhas contaram que o homem estava em uma moto. Ele chegou ao local onde a ex trabalhava, em Jardim Marilândia, a chamou pelo nome e atirou assim que a jovem abriu o portão.
Antes disso, o homem teria agido da mesma forma na casa da sogra. Ambas, segundo a polícia, foram mortas com um tiro na cabeça.
Uma pessoa que trabalha na região contou que o suspeito chegou pedindo os documentos da filha à mulher.
A irmã da vítima esteve no local para reconhecer o corpo. Muito abalada, ela contou à equipe de reportagem da TV Vitória/Record, que o homem suspeito de cometer o crime foi até a casa da sogra no dia anterior, com o intuito de cometer o crime.
Segundo ela, a mãe colocou-se na frente da filha, dizendo que nada aconteceria. Diante disso, o homem fez ameaças e afirmou que voltaria para matar as duas.
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