Mensagens de áudio teriam sido enviadas pelos quatro rapazes mortos pela Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) na noite da quarta-feira(17) na rodovia Presidente Dutra no momento em que ocorria a suposta perseguição policial.
Nos áudios, obtidos pela Record TV, a primeira é uma mensagem é enviada por Roney Oliveira, de 20 anos, à companheira. No áudio, ele diz que a ama muito e ama também o filho recém-nascido. O jovem teria dito ainda que seria preso, mas logo liberado.
A segunda mensagem foi enviada, por volta das 20h55, pelo Vitor Barboza, de 21 anos. Ele escreve para a namorada a palavra “moiô”, que na gíria significa que algo ruim aconteceu.
Na versão apresentada por policiais da Rota, tudo começou na Avenida Celso Garcia, na zona leste. O carro onde estavam os quatro jovens estaria envolvido em crimes na região e, no momento da abordagem da PM, o grupo fugiu.
A perseguição durou 21 quilômetros até o km 214 da rodovia, já em Guarulhos. No meio da pista expressa, após o pneu do veículo estourar, os quatro teriam saído do carro e trocado tiros com os policiais.
O dono do veículo usado pelo grupo era Vitor, que estava no terceiro ano da faculdade de direito. O carro ficou com a marca de vários tiros e em um dos pneus. Um adesivo de um aplicativo de transporte estava colado no parabrisa do veículo. Segundo a empresa, há um mês Vitor não fazia corridas pela companhia.
A namorada de Vitor, que não quis se identificar, contou à Record TV que quando o namorado trabalhava pelo aplicativo, ele conseguiu o número de muitos clientes. Então, passou a fazer mais corridas por fora.
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais encontraram no carro um colete balístico, uma arma calibre 12 e uma submetralhadora com munições.
Além de Vitor e Roney, Nicolas Canda, de 18 anos, e Leonardo Carvalho, de 23 anos, morreram no confronto. Os amigos foram velados juntos no cemitério da Vila Formosa, na zona leste, na noite desta quinta-feira (18).
Todos os envolvidos já tinham passagem pela polícia recentemente ou quando menores. Os familiares não sabem o que os quatro estavam fazendo juntos no carro, mas afirmaram que eles não andavam armados. A irmã de Leonardo, que também não se identificar, contou que não acredita na versão contada pelos policiais. Ela disse que o irmão nunca andou armado.
Todos os policiais envolvidos na ação foram afastados das ruas e as armas recolhidas. Os militares devem prestar um novo depoimento na delegacia de homicídios de Guarulhos. Além da investigação da Polícia Civil, a Corregedoria da Polícia Militar acompanha o caso.
Com informações do Portal R7.