Polícia

Menina de 3 anos é vítima de violência sexual em Vila Velha

A criança estava em casa com o padrasto, que afirmou que a menina havia caído da escada. A vítima teve que passar por cirurgia

Himaba
Foto: Reprodução/TV Vitória

Uma menina de 3 anos foi vítima de violência sexual em Vila Velha. A mãe recebeu uma ligação do padrasto da menina, informando que ela havia caído da escada, no entanto, ao retornar para casa, a mulher descobriu que a história era outra. A menina teve que ser submetida a uma cirurgia para reconstrução das partes íntimas.

Na manhã do ocorrido, a auxiliar de limpeza foi surpreendida com uma chamada de vídeo do companheiro, que estava desesperado, relatando que a enteada havia sofrido uma queda.

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Preocupada, ela pediu a uma amiga para ir até sua casa verificar a situação enquanto deixava o trabalho e voltava para Vila Velha. Durante o trajeto, a amiga ligou para alertá-la: a menina apresentava ferimentos, mas nas partes íntimas.

Ao chegar em casa, a mãe encontrou a filha chorando e enrolada em uma toalha para estancar o sangramento.

Quando eu cheguei lá, ela estava com uma toalha para estancar o sangramento. Minha amiga já estava lá, segurando ela. Eu só peguei ela, e falei para ele sair da minha frente. Ele queria mostrar o local, onde a menina tinha caído, só que não tinha marca de sangue no lugar, disse a mãe.

Sem hesitar, a mãe pegou a menina e correu para o Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), acompanhada da amiga. Apesar de ter pedido para que o companheiro não fosse junto, ele insistiu e entrou no carro.

No hospital, a criança foi atendida e, já mais calma, revelou para a mãe e para os médicos que o padrasto havia introduzido o dedo em suas partes íntimas. A mãe, desesperada, confrontou o homem na área externa do hospital e foi agredida com um soco no rosto.

A Polícia Militar foi acionada, mas o padrasto fugiu ao perceber a chegada dos militares. Horas depois, ele enviou uma mensagem para a mulher afirmando que provaria sua inocência. O homem, que já havia sido preso no ano passado pelo crime de tráfico de drogas, segue foragido.

A criança precisou passar por uma cirurgia de reconstrução das partes íntimas e segue internada sem previsão de alta.

“Ela está fazendo o uso de sonda e já fez todo o tratamento necessário. Ela está na UTI, mas, sem previsão de alta”, relatou a mãe.

A mãe lamenta ter confiado no agressor e busca por justiça.

Eu não tenho palavras para dizer o que estou sentindo. É uma mistura de ódio, raiva e desespero. Eu só quero que ele pague o que fez com a minha filha, porque eu confiei nele, disse a mãe.

*Com informações da repórter Ana Carolini Mota, da TV Vitória/Record