Acusado de ser um dos mandantes da morte da ex-esposa, a médica Milena Gottardi, o policial civil Hilário Frasson conseguiu solicitar de dentro da prisão que uma pessoa fosse até o apartamento de Milena para pegar alguns documentos.
A visita ao apartamento foi solicitada pelo próprio Hilário, no dia 23 de outubro, a um homem que foi visitá-lo na Delegacia de Novo México, onde o policial estava detido antes de ser transferido para o presídio de Viana. Dias depois da visita, o indivíduo foi ao prédio onde Milena morava, mas não conseguiu entrar.
Alegando ser eletricista, o homem solicitou ao porteiro que o deixasse entrar. No entanto, como ele não possuía as chaves do imóvel, sua entrada foi proibida. Em depoimento a polícia, o mesmo homem confirmou que conhece Hilário desde criança.
Também em depoimento a polícia, o porteiro do prédio contou que o suposto eletricista interfonou para a casa da vizinha de Milena e falou com a secretária, que informou que não tinha a chave do apartamento.
Agendamento no INSS
No início deste mês, o policial solicitou um agendamento ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para requerer, em favor das filhas, pensão por morte da própria vitima. A ligação solicitando o agendamento foi feita no dia 6 e o atendimento aconteceria dois dias depois.
Presídio federal
Já a defesa da família da médica Milena Gottardi protocolou uma petição, no Ministério Público, para que Hilário Frasson seja transferido para um presídio federal. De acordo com o advogado Renan Salles, o pedido foi feito porque há indícios de que o policial estaria tentando atrapalhar o andamento das investigações, mesmo preso na Delegacia de Novo México.
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