Uma mulher teve o carro roubado quando seguia para o trabalho no bairro São Francisco, em Cariacica. No veículo, além da condutora, estavam a mãe, a avó e a filha de apenas três anos de idade, quando foram abordados por homens armados. Alguns dias antes, a vítima do mesmo crime foi o ex-marido.
O crime aconteceu na manhã da última quarta-feira (04). Câmeras de videomonitoramento registraram o momento quando o carro das vítimas sai da garagem e é fechado por um outro veículo, de onde sai um criminoso armado que anuncia o assalto. Em seguida, outro suspeito aparece para ajudar no roubo.
Os bandidos ordenaram que todos saiam do carro. Depois disso, a dupla foge com o veículo deixando para trás as mulheres, que ficaram desesperadas. Segundo a vítima, que mora no local há mais de 20 anos, os criminosos estavam rondando a região. “Eu estava saindo para trabalhar com minha mãe. A gente saiu e tinha um outro carro que deu um freada. Fiquei desconfiada, mas tranquila. Virei para o lado do Posto de Saúde e eles me fecharam”, conta.
Além deste crime, as mesmas câmeras registraram outro. Por coincidência, o alvo foi o ex-marido da primeira vítima citada e tudo aconteceu na mesma rua, no final de junho. Na ocasião, já era noite quando o homem estava com a filha no colo e colocou a menina dentro do veículo. Pouco tempo depois, uma caminhonete para e um criminoso rendeu os dois.
A claridade dos faróis não permite ver detalhes o que aconteceu, mas a vítima correu com a criança nos braços para a casa da frente e o criminoso fugiu com o automóvel.
De acordo com a população, os roubos registrados no bairro não são apenas a veículos. Segundo moradores, os pontos de ônibus têm sido alvos frequente dos criminosos. A comunidade acredita que isso acontece porque o bairro funciona como rota de fuga, pois liga várias regiões à BR 262.
Nos dois casos as vítimas registraram Boletim de Ocorrência e os dois veículos foram localizados pela polícia. Com medo da insegurança e do que pode acontecer, a mulher precisou mudar hábitos ao sair de casa todos os dias. “A gente já está andando com medo. Evitamos sair de casa e sai sem nada para não perder as coisas”, lamenta.