Polícia

Tia-avó libera corpo de menino morto pela mãe na Serra

O corpo de Gabriel Figueiredo foi encontrado enrolado em lençóis debaixo de uma cama. A mãe, segundo a polícia, confessou ter matado o filho asfixiado

Foto: Luana Damasceno

A tia-avó de Gabriel Figueiredo, de 7 anos, esteve no Departamento Médico Legal, em Vitória, para fazer a liberação do corpo da criança. O menino foi encontrado morto, enrolado em lençóis debaixo de uma cama, na Serra. A mãe é suspeita de ter matado o menino asfixiado e escondido o corpo.  Ela confessou o crime à polícia.

Por volta das 16h30 desta terça-feira (08) quando a tia-avó chegou ao DML. Ela estava acompanhada de uma assistente social da prefeitura da Serra e preferiu não conversar com a imprensa. O velório está previsto para acontecer nesta quarta-feira (09). 

O caso tomou repercussão em todo país pela crueldade do assassinato do pequeno Gabriel. Segundo as investigações, o menino foi morto na última quinta-feira (03). O crime teria sido cometido na frente dos irmãos do menino, de 3 e 6 anos. 

Em depoimento, segundo a polícia, a mãe confessou que matou o filho asfixiado e disse que cometeu o crime porque ele teria a respondido mal. A mulher foi presa no último domingo (06).

A polícia foi acionada após vizinhos desconfiarem da ausência de Gabriel e sentirem um cheiro forte vindo da casa da família. Os militares encontraram o corpo do garoto escondido debaixo da cama. A mulher não estava em casa. 

Durante as buscas, a polícia encontrou a suspeita em uma praça do bairro, quando tentava fugir acompanhada de um dos filhos. A mulher está grávida de oito meses do sexto filho. 

Na audiência de custódia, que aconteceu nesta segunda-feira (07), o advogado de defesa de Drielli Figueiredo Pires pediu a internação compulsória, alegando que a mulher sofre de problemas psiquiátricos. O Ministério Público e a juíza que presidiu a audiência negaram. 

A prisão foi convertida em preventiva. A juíza ofereceu a suspeita tratamento psicológico em uma clínica psiquiátrica de Cariacica, onde poderá fazer o tratamento escoltada pela polícia.

Segundo o advogado da mulher, nesta terça-feira, Drielli passou pela primeira consulta e, em seguida, foi levada de volta ao presídio feminino de Bubu, onde permanece presa.

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Foto: Thiago Soares/ Folha Vitória
Gabriel Barros

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Graduado em Jornalismo e mestrando em Comunicação e Territorialidades pela Universidade Federal do Espírito Santo. Atua desde 2020 no jornal online Folha Vitória.

Graduado em Jornalismo e mestrando em Comunicação e Territorialidades pela Universidade Federal do Espírito Santo. Atua desde 2020 no jornal online Folha Vitória.