As advogadas detidas por suspeita de repassar informações de presos para organizações criminosas, permanecem presas. Segundo documentos da Ordem dos Advogados do Brasil no Espírito Santo (OAB-ES), uma das advogadas, Luezes Markelle Izoton, atuava como secretária da comissão de exame de ordem e estágio.
Na última quarta-feira (21) o órgão anunciou que deve pedir prisão domiciliar de Luezes e Gabriela Ramos Acker, a outra advogada detida na operação Ponto Cego, do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nuroc). As advogadas foram detidas na última terça-feira (20).
Segundo as investigações, os recados eram enviados por meio de cartas, entregues por elas a indivíduos ligados a organizações criminosas. Além das mulheres, um homem que estava com liberdade provisória também foi detido. Ele já havia sido preso por homicídio e porte ilegal de arma e teria recebido uma carta de uma das advogadas.
A OAB-ES foi procurada pela reportagem, para a confirmação e esclarecimento dos fatos, mas não respondeu a demanda.