Terceira vez: Justiça nega pedido de habeas corpus de motorista que atropelou e matou jovem em Vila Velha

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Terceira vez: Justiça nega pedido de habeas corpus de motorista que atropelou e matou jovem em Vila Velha

Em sua decisão, o ministro relator do caso no STJ, Antônio Saldanha Palheiro, disse que não visualizou ilegalidade na prisão que justificasse o deferimento da medida de urgência

Foto: Montagem Folha Vitória

A Justiça negou, pela terceira vez, um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Wagner Nunes de Paulo, de 28 anos, que atropelou e matou a jovem Amanda Marques, de 20 anos, no dia 17 de abril deste ano, na rodovia Darly Santos, em Vila Velha. Na ocasião, o namorado de Amanda, Matheus José Silva, de 23 anos, que dirigia a moto onde ela estava, ficou gravemente ferido.

Dessa vez o pedido de soltura foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A defesa de Wagner alegou que o decreto de prisão preventiva carece de fundamentação adequada. Afirmou ainda que há elementos indicando que ele não estava sob efeito de álcool no momento da batida.  

Entretanto, o ministro relator do caso no STJ, Antônio Saldanha Palheiro, ressaltou, em sua decisão, que não visualizou ilegalidade na prisão que justifique o deferimento da medida de urgência. 

A defesa da família das vítimas comemorou a decisão. O advogado Fábio Marçal informou que o sentimento é de paz e que os familiares do casal esperam que o suspeito permaneça preso até a sua condenação.

Foto: Reprodução redes sociais

"Nós, como defesa da família da Amanda, vitima desse grave acidente, nos sentimos em paz e tranquilizados com a decisão do STJ, que manteve preso o Wagner Nunes. É importante ressaltar que todo tipo de prisão tem um caráter dúbio: um é a reprovação do ato praticado, e o outro, um caráter pedagógico, porque esse tipo de crime não pode ficar impune. Nós desejamos o manter preso até a sua condenação".

Wagner está preso, de forma preventiva, desde o dia do acidente. Ele responde por tentativa de homicídio e homicídio consumado na condução de veículo, sob influência de álcool. Na denúncia à Justiça, o Ministério Público Estadual (MPES) entendeu que o rapaz assumiu o risco de causar o acidente. 

O advogado Frederico Pozzatti de Souza, responsável pela defesa de Wagner, informou que aguardará a decisão de mérito do habeas corpus.

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Relembre o acidente que causou a morte de Amanda Marques

Na noite de 17 de abril, o casal de namorados Matheus Silva e Amanda Marques voltava de motocicleta para casa, no bairro Divino Espírito Santo. Eles haviam visitado a mãe de Amanda, no bairro Jockey, e seguiam pela rodovia Darly Santos, na altura de Jardim Asteca, em Vila Velha, quando foram atingidos por um carro de passeio, dirigido por Wagner Nunes de Paulo.

A jovem estava na garupa da moto e morreu no local. Matheus foi encaminhado a um hospital da rede pública em Vitória em estado grave.

Ele teve alta após 10 dias e só soube da morte da namorada uma semana depois do acidente. Segundo a mãe do rapaz, ele ficou arrasado ao receber a notícia, que foi dada com o apoio de uma psicóloga.

Informações da Polícia Militar dão conta de que a motocicleta estava na pista da direita da rodovia. O veículo dirigido por Nunes seguia pela mesma pista e bateu na traseira da moto.

Segundo um laudo pericial, apresentado pela Polícia Civil no início deste mês, o carro dirigido por Wagner estava a 135 km/h, quando atingiu a motocicleta. A velocidade máxima permitida na via é de 60 km/h.