Mais policiais nas ruas. É isso que pretende o novo comandante da Polícia Militar do Espírito Santo, coronel Laércio Oliveira, que assumiu o posto nesta segunda-feira (16). Segundo ele, para isso, poderão ser remanejados militares que atualmente realizam serviços burocráticos, como, por exemplo, aqueles que trabalham dentro da Assembleia Legislativa ou do Ministério Público.
O novo comandante da PM explica que a medida tem como finalidade aumentar a sensação de segurança na população que, apesar de as estatísticas apontarem para uma queda da violência no Espírito Santo – o Estado atingiu a menor taxa de homicidios dos últimos 28 anos – , segue com medo da criminalidade.
Em entrevista para a TV Vitória/Record TV, o coronel Laércio, que está na PM há 30 anos, também falou sobre o desafio de manter o índice de violência do Espírito Santo em queda, o policiamento nos terminais rodoviários da Grande Vitória, o número de efetivos da Polícia Militar e a punição aos policiais acusados de cometerem excessos durante o serviço, entre outros assuntos.
Veja o que o comandante da PM falou sobre determinados temas:
Sensação de segurança
O que a Polícia Militar faz para tentar proporcionar uma sensação de segurança maior? Nós fazemos o policiamento preventivo, que é o básico. Então nós precisamos, para isso, estar mais atuantes e que a população nos veja mais. Basicamente devemos voltar para a rua, que é o que a população tanto quer, para que a gente possa realmente chegar a essa sensação de segurança.
Abordagens
A Polícia Militar não consegue estar onipresente. Às vezes você passa em uma avenida e não vê uma viatura, mas dois ou três minutos depois ela pode estar passando na mesma avenida. O que devemos fazer é aumentar o número de abordagens, para que, mesmo depois de fazer esse trajeto, a gente possa vir por trás abordando e tentando reprimir essas situações.
Desafios
O maior desafio nosso é manter os índices que conseguimos no Espírito Santo nesses sete anos consecutivos. Um outro desafio que eu pretendo é fazer algumas modificações internas na área administrativa e proporcionar, com essas atitudes, que a gente possa colocar cada vez mais policiais nas ruas.
Rondas nos bairros
Nós melhoramos as rondas nos bairros quando nós conseguimos, cada vez mais, nos aproximar da população e botar mais policiais nas ruas. E nós temos feito isso através de abordagens. Então isso nós já temos feito. Temos conseguido resultados satisfatórios com isso e a tendência é que a gente aumente essas abordagens.
Segurança nos terminais de ônibus
Muitas das vezes nós não conseguimos, na madrugada ou à noite, ter aquele número de policiais suficiente para cobrir todos os terminais em virtude das ocorrências que existem. Então nós fazemos operações específicas a respeito disso, para que a gente possa inibir essa situação. Inclusive, em relação àquela área de Jardim América e de São Torquato, nós já encaminhamos um documento, pedindo para mudar o terminal de São Torquato, que funciona 24 horas, para o terminal de Itacibá. Nós temos alguns batalhões ali na área do terminal de Itacibá que nos favorece, como o 7º Batalhão, o CFA e uma companhia de Polícia Ambiental, que funciona em Tucum. Essas viaturas conseguiriam, em virtude do trajeto, passar mais no terminal e transmitir uma sensação de segurança maior.
Efetivo atual da Polícia Militar
O nosso efetivo é fixado por lei e hoje ele está dando conta do recado, tanto que nós temos demonstrado isso através dos números. Para fazer mais concurso e colocar mais gente trabalhando, nós temos que avaliar a capacidade financeira do Estado. Não adianta colocar um policial para trabalhar e não ter como pagá-lo. Então essa é uma questão que o Estado avalia ponto a ponto, ano a ano, mas hoje o nosso efetivo está dando conta.
Imagem da Polícia Militar
Atualmente nós temos quase 10 mil homens em nosso efetivo e isso [ações de truculência] acontece com 2%, como poderia acontecer em qualquer outra profissão. O que nós fazemos? Quando tem um caso desses, que a gente nota que a pessoa extrapola, é feito um processo administrativo, às vezes um inquérito, e a nossa corregedoria é muito forte. Então nós atuamos para que isso não aconteça. Ele [o policial acusado] vai ser punido e tem as sanções, se for o caso, de acordo com cada acontecimento.