Polícia

Operação Dotted Roses: homem é preso com vídeos de pornografia infantil em Guarapari

Na residência do rapaz, a polícia encontrou um lençol que aparece em um vídeo gravado com a sobrinha do suspeito

Foto: Reprodução

Nesta terça-feira (09), a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão na casa do homem suspeito de abusar sexualmente da sobrinha de 11 anos e gravar o ato. Ele é investigado por estupro de vulnerável, produção de vídeo contendo pornografia infantil e armazenamento e compartilhamento do material.

Durante as buscas na residência do rapaz, em Guarapari, foi encontrado material contendo imagens com pornografia e exploração sexual de crianças em um celular. O homem foi preso em flagrante pela posse dos arquivos. 

No quarto do suspeito também foi encontrado, segundo a Polícia Federal, prova robusta acerca do crime de abuso da sobrinha, como o cobertor, o lençol e a fronha que aparecem nos vídeos do crime. O caso foi denominado “Dotted Roses”, pois o suspeito filmou o abuso sexual da menor em uma cama com lençóis com pontos e rosas. 

As investigações foram iniciadas pelo Núcleo de Repressão aos Crimes de Ódio e Pornografia Infantil pela Internet (NURCOP), vinculado à Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos situada em Brasília. 

No NURCOP foi produzido um relatório, a partir de informações e fotos constantes no banco de dados International Child Sexual Exploitation Database (ICSE), atualmente gerenciado pela sede da Interpol. O documento é alimentado por países membros da Interpol com imagens/vídeos de abuso sexual infantojuvenil distribuídos online e materiais apreendidos pelas polícias locais.

As apurações avançaram por meio do grupo de combate a crimes cibernéticos vinculado à Delegacia de Crimes Fazendários da Polícia Federal do Espírito Santo, logrando identificar a vítima e o suspeito, bem como o local de produção do vídeo do abuso. 

O suspeito investigado responderá pelos crimes previstos nos artigos 217-A do Código Penal e 240, §2º, inciso III e 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e Adolescente. Se condenado, as penas mínimas de tais crimes somam 16 anos de reclusão.

Foto: Thiago Soares/ Folha Vitória
Gabriel Barros

Produtor web

Graduado em Jornalismo e mestrando em Comunicação e Territorialidades pela Universidade Federal do Espírito Santo. Atua desde 2020 no jornal online Folha Vitória.

Graduado em Jornalismo e mestrando em Comunicação e Territorialidades pela Universidade Federal do Espírito Santo. Atua desde 2020 no jornal online Folha Vitória.