Um homem que estava foragido, apontado como membro de uma organização criminosa, foi preso pela polícia na segunda-feira (18). O detido responde pelos crimes de adulteração de sinal identificador de veículo automotor e por integrar o grupo criminoso.
A equipe da Superintendência de Polícia interestadual e de Capturas (Supic) cumpriu um mandado de prisão preventiva contra o homem. Ele foi detido saindo de um supermercado no bairro Goiabeiras, em Vitória.
O acusado era foragido da Operação Tsunami. As investigações começaram em 2016, pela Delegacia Especializada de Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (DCFRV), para desarticular o grupo.
O delegado Ricardo Toledo, responsável pelo caso, explica que o detido tinha ligação direta com os crimes cometidos. “Comprovamos que um grupo de indivíduos associou-se, de forma estruturalmente ordenada, com objetivo de obter vantagens financeiras, mediante a prática de diversas infrações penais. O detido em questão tinha ligação direta com uma das frentes criminosas da organização. Ele era responsável pela adulteração dos veículos e aquisição de placas clonadas e documentos frios”, relatou.
Esquema
O delegado explica que o grupo era dividido em três frentes distintas: falsificação e adulteração de documentos, quitação de débitos de taxas/tributos estaduais e adulteração/venda de veículos automotores de origem criminosa. “Durante a operação, foram apreendidos comprovantes de residência e placas falsificadas, programas de computadores utilizados para a formatação de documentos falsos, entre outros materiais utilizados para os crimes”, informou.
Investigações
Na época da operação, 18 pessoas de todo o estado foram indiciadas. Dessas, dez eram integrantes da articulação criminosa e foram presas durante a operação por via de mandados de prisão temporária. Os detidos foram indiciados pelos crimes de furto qualificado, apropriação indébita, receptação, receptação qualificada, falsificação de documento público, uso de documento falso, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e organização criminosa.
Havia também os outros oito indiciados que eram clientes dos detidos e não foram presos durante a operação por ausência de provas.