Polícia

Quadrilha movimentava milhões em haxixe no ES; polícia divulga foto de foragidos

A ação foi realizada por meio do 6° Distrito de Polícia; durante as ações, seis pessoas foram presas e oito seguem foragidas

Foto: Montagem / Folha Vitória

A Polícia Civil do Espírito Santo divulgou nesta quarta-feira (03) fotos de 14 membros de uma associação criminosa envolvida com tráfico interestadual de haxixe. Seis pessoas foram presas e oito seguem foragidas durante a quarta etapa da operação denominada de “Jedidas”.

Segundo informações das investigações, repassadas nesta quarta-feira (03), a organização movimentava milhões de reais e é integrada por pessoas de classe média que vendem drogas de elevado valor. Dentre os seis presos, encontram os dois líderes da organização criminosa.

As apurações da operação começaram em setembro de 2021 com a prisão de um jovem de 24 anos que promovia a entrega, em domicílio, de “maconha” e “haxixe”, no município de Guarapari.

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Durante as investigações, a partir da análise de dados financeiros, telefônicos e da celebração de acordos de delação premiada, foram sendo identificados integrantes da organização criminosa. Além de tráfico de drogas, também eram promovidos atos de tortura e extorsão.

A organização criminosa, ainda em 2021, foi até os devedores e aos familiares de forma violenta. Entre as ações, um deles foi colocado nu e espancando severamente, além de extorquir as famílias de alguns outros. A situação foi decisiva para o aprofundamento das investigações e a realização de esforços voltados ao desmantelamento do grupo.

Segundo o titular do 6º Distrito de Polícia de Vila Velha, delegado Guilherme Eugênio Rodrigues, organizações criminosas se fundiram formando uma única com base territorial no Espírito Santo.

Originalmente, eram distribuídos haxixe de maior valor agregado como “Pac” ou ‘Ice”, são modalidades de R$ 70 a R$ 270 por grama da droga. Essa droga vinha ou dos Estados Unidos ou de embarcações da Europa.

“O traficante identificado como Yves, realizava a aquisição dessas drogas e distribuição com traficantes locais e de outros estados. Já o Matheus dominava uma rota de abastecimento do haxixe tipo Uva e de outras drogas dentre as quais cocaínas pura. Ele trazia os entorpecentes do Paraguai”, destaca.

Droga era produzida no Marrocos e no Paraguai

Ainda segundo o delegado Guilherme Eugênio Rodrigues, foi apurado que as drogas eram produzidas no Marrocos e no Paraguai. As ações do grupo vinha movimentando muitos milhões de reais e atuando em todos os estados da região sudeste. 

Diferente do que ocorre normalmente, através de sua base no Espírito Santo, eles distribuíam “haxixe” e algumas outras drogas para outros narcotraficantes nos Estado do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. “O Ivys, com o passar do tempo, passou a ter uma boa abertura no mercado de Minas Gerais nos quais o Mateus atuava”, descreveu o delegado. 

Operação contou com quatro etapas

A “Operação Jedias” foi dividida em quatro fases. Na primeira fase da operação, realizada em setembro de 2021, houve a prisão do referido jovem de 24 anos, morador, de Guarapari, na posse de uma arma de fogo e de diversas porções de “haxixe” e “maconha”. 

Durante a segunda fase, em outubro de 2021, houve a prisão, em dois inquéritos distintos, dos fornecedores de “haxixe” e de “maconha” do referido jovem (ambos estão presos). 

Já na terceira fase foram expedidos diversos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. Agora, nesta quarta etapa, foi tentado o cumprimento dos 14 mandados de prisão preventiva expedidos após a conclusão das investigações.

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Vinte e seis pessoas respondem à ação penal 

Ao todo, vinte e seis pessoas respondem à ação penal ajuizada pelo Ministério Público. Em face de 14 delas, foram impostos decretos de prisão preventiva. Além disso, celebrados acordos de delação premiada. 

Assim como daqueles que se envolveram apenas em atos indiretos de apoio à organização criminosa, sem chegarem a atuar na distribuição de drogas ou na prática de atos violentos. É ressaltado que, não foram ofertados acordos àqueles que participaram de ações violentas.

Quatro foram presos aqui no Estado do Espírito Santo, dois dos alvos foram presos no Estado de São Paulo, com o apoio da PCSP. Outros oito réus seguem foragidos e são moradores dos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo. 

Foragidos

Foto: Divulgação / PCES

Durante as ações, foram realizadas interações com as Polícias Civis do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, assim como com a Polícia Federal. 

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Repórter do Folha Vitória, Maria Clara de Mello Leitão
Maria Clara Leitão Produtora Web
Produtora Web
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário Faesa e, desde 2022, atua no jornal online Folha Vitória