Um rapaz foi preso na última quarta-feira (29), no Bairro de Lourdes, em Vitória, suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas. Segundo o delegado, todo o entorpecente que o jovem vendia era caro e tinha um ‘público especifico’.
De acordo com informações passadas pela Polícia Civil (PC), todas as drogas apreendidas não são comuns no Espírito Santo: Ecstasy, LSD e Skunk, que é uma maconha geneticamente modificada, e diferentes tipos de haxixe, um subproduto da maconha. Algumas das drogas estavam em sacolas de bala e tinham formato de urso. Segundo a polícia, trata-se de MD, uma droga sintética. Todo o material estava no apartamento de Renan Bento de Oliveira, de 24 anos.
No bolso do suspeito foi encontrada uma pequena quantidade de Ecstasy. Após a abordagem, o rapaz levou os policiais até a casa dele, em Jardim Camburi onde encontraram toda a droga. Além dos entorpecentes, foram encontrados frascos com clorofórmio e vários tubos de vidro. Os policias explicaram que o material era para produzir lança perfume. O delegado afirmou que parte do material era comprado pela internet e o público era bem específico.
“São drogas sofisticadas e grande parte vem da Europa. Segundo ele, vem da Irlanda, mas ainda precisamos nos aprofundar para saber se essa informação é verdadeira. São drogas que custam muito caro e que tem um público alvo pré definido. Não é qualquer um que tem R$ 50 para pagar por 1gm de Skunk”, disse o delegado João Paulo Pinto.
Quando os policias chegaram até o apartamento do rapaz, a namorada dele conseguiu fugir. Os investigadores subiram por um elevador e ela desceu por outro. No local, além da droga, tinha uma máquina de cartão de crédito, um aparelho para fazer embalagens a vácuo e anotações referentes ao tráfico. Um esquema bem elaborado, segundo o delegado. “Ele é um traficante mais sofisticado. A quantidade de dinheiro que ele ganha vendendo esse tipo de droga é muito maior do que um traficante normal, o que faz com que ele ‘prospere’ cada vez mais no mercado”.
Na Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes, Renan não quis falar sobre o caso. “O que eu tinha para falar eu já falei com o delegado. Qualquer coisa, pergunte ao meu advogado”, disse.
Os investigadores ressaltaram que já estavam há algum tempo atrás do suspeito, que foi levado para o Centro de Triagem de Viana. As investigações continuam para saber se existe mais alguém envolvido no esquema.
Por meio de nota os Correios informou que realizam diariamente fiscalização das encomendas postais, através de uma equipe de Operadores de Segurança, 24 horas por dia, durante todos os dias e que a fiscalização da carga é feita de forma amostral utilizando RX e Espectrômetro de massa. Encomendas do exterior também estão sujeitas a fiscalização de outros órgãos antes que sejam liberadas para a entrega pelos Correios.
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