Após a ameaça de morte ao repórter e cinegrafista da TV Vitória/Record TV por criminosos do bairro Santos Dumont, a polícia afirma já ter identificado suspeitos envolvidos nas ameaças de quinta-feira (30), e no incêndio ao carro da TV Vitória, no início deste mês.
Segundo o delegado Fabiano Rosa, que acompanha o caso, também foram identificados os suspeitos de terem colocado fogo em um carro da emissora, na mesma região.
Um deles é Fernando Moraes Pereira Pimenta, conhecido como Marujo. Ele é um dos mandantes do tráfico no Bairro da Penha. O outro suspeito é Geovani de Andrade Bento. Os dois agem a mando de Carlos Alberto Furtado da Silva, que está preso na penitenciária de segurança máxima ll, em Viana, mas mesmo assim consegue controlar o tráfico fora da cadeia.
Questionada sobre a atuação de Beto de dentro da prisão, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) esclarece que tem a atribuição de aplicar a Lei de Execução Penal, garantindo a segurança do Estado e de todos os envolvidos no ambiente prisional.
“A Sejus preza pela segurança e ordem nos presídios e conta com uma Diretoria de Inteligência Prisional que atua em parceria com as forças de segurança do Espírito Santo e do País. A Polícia Civil é responsável pela investigação do incidente com a equipe de reportagem na noite da quinta-feira (30), e deverá indicar os responsáveis pelo crime”, disse o órgão, em nota.
Ameaça a equipe da TV Vitória
Durante a exibição do programa Cidade Alerta Espírito Santo, da TV Vitória/Record TV, na quinta-feira (30), uma equipe de reportagem foi hostilizada por supostos criminosos nas imediações do bairro Santos Dumont, em Vitória.
O repórter Waslley Leite e o cinegrafista Patrick Loureiro estavam no local para falar sobre uma operação que acontecia no bairro quando foram ameaçados por volta de 18h51, ao vivo.
O superintendente de conteúdo da Rede Vitória, Alexandre Carvalho, disse que o repórter e cinegrafista registraram um Boletim de Ocorrência. “Eles foram para a delegacia logo após o ocorrido e estão bem. Estavam no bairro para verificar se havia alguma novidade sobre a operação policial, quando uma pessoa que estava no banco do carona já chegou ameaçando. Nada de mais grave aconteceu. Não é possível que uma pessoa seja ameaçada dessa forma. Vamos cobrar um posicionamento das autoridades “, disse.