Polícia

Um mês após ataques a ônibus na Grande Vitória, investigações continuam

Segundo a polícia, os criminosos são ligados a uma organização criminosa de Vitória

Foto: Montagem / Folha Vitória

Um mês após os ataques a ônibus na Grande Vitória, a Polícia Civil ainda investiga o caso. Em 11 de outubro, criminosos expulsaram passageiros, metralharam e incendiaram diversos coletivos no território capixaba.

Segundo a polícia, os criminosos são ligados a uma organização criminosa de Vitória. Eles incendiaram seis ônibus e fuzilaram um veículo.

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Esses atentados paralisaram a cidade. Escolas e comércios foram fechados. Além disso, linhas importantes foram suspensas e deixaram de circular em vários bairros por horas.

A maior parte dos pontos onde ocorreram os ataques ficam na região central da capital, em áreas onde o conflito do tráfico de drogas é frequente.

Os três primeiros ataques aconteceram em uma região localizada do Bairro da Penha, que abrange as comunidades de Itararé, Jaburu, Bonfim, Consolação, Gurigica e São Benedito.

A polícia também registrou ações criminosas na Grande Santo Antônio, no Parque Moscoso, na Praia do Suá e na Praia de Santa Helena. Os suspeitos foram presos com galão de gasolina nas mãos.

“Eles estavam no ponto final do bairro Maria Ortiz com a intenção de incendiar ônibus. O colaborador que nos passou essa informação, membro da comunidade, viu esses indivíduos com galão de combustível, eles conversando entre eles sobre acerca dessa intenção de incendiar o ônibus a mando do PCV”, explicou o Major Isaac.

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Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Jonathan Cândida Cardoso, de 26 anos, era segurança do traficante Marujo

A motivação para a onda de violência ainda não foi totalmente esclarecida pela polícia. Uma das linhas de investigação aponta que os ataques orquestrados seria uma retaliação à morte de “Marujo”,  Jonathan Cândida Cardoso, de 26 anos.

O jovem seria próximo de um dos traficantes mais procurados do Estado e morreu durante um confronto com a Polícia Militar.

“A polícia está preparada para qualquer confronto. A polícia não vai para matar ninguém, mas ela vai para prender e está preparada para o confronto”, disse o delegado Gabriel Monteiro.

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Câmeras de segurança registraram um dos ataques em que as chamas foram muito altas. Naquela ocasião, a polícia reforçou o efetivo e saiu em busca dos envolvidos. Ao menos 16 pessoas entre mandantes e executores foram presas.

“As investigações estão em andamento, nós sabemos que há outros mandantes, então, nós vamos aprofundar para dar um resultado para que não aconteça esses ataques novamente”, disse o delegado.

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Segundo a Polícia Civil, todos os detidos vão responder pelo crime de associação criminosa, incêndio e dano ao patrimônio público. As penas podem chegar a 30 anos de prisão.

O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra o Transporte de Passageiros e detalhes da investigação não estão sendo divulgados, no momento. A população pode contribuir com informações de forma anônima através do Disque-Denúncia 181.

*Com informações da repórter Suellen Araújo, da TV Vitória/Record TV

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