Polícia

Vários reféns conseguem fugir de terrorista em Sydney, diz agência

Essa não é a primeira vez que a Austrália vive momentos detensão e medo. Em 1996, um atirador matou 33 pessoas em parque na Tasmânia. O caso é considerado o pior massacre da Oceania

Hostages run towards armed tactical response police as they run to freedom from a cafe under siege at Martin Place in the central business district of Sydney, Australia, Tuesday, Dec. 16, 2014. New South Wales state police would not say what was happening inside the cafe or whether hostages were being held. But television footage […]
Hostages run towards armed tactical response police as they run to freedom from a cafe under siege at Martin Place in the central business district of Sydney, Australia, Tuesday, Dec. 16, 2014. New South Wales state police would not say what was happening inside the cafe or whether hostages were being held. But television footage […]
Cinco outros reféns conseguiram deixar o local mais cedo Foto: ​Estadão Conteúdo

Sydney – Vários reféns fugiram de um café em Sydney, onde um atirador tem mantido presas um número desconhecido de pessoas por mais de 16 horas. Um fotógrafo da Associated Press perto do local ouviu um estrondo e viu cinco ou seis reféns correndo para fora do Lindt Chocolat Cafe, no centro de Sydney. Cinco outros reféns conseguiram deixar o local mais cedo. Não se sabe quantos permanecem dentro do local. 

A polícia invadiu o prédio em que terrorista mantinha reféns em Sydney. Os reféns começaram a ser retirados da cafeteria e levados a ambulâncias próximas ao local do sequestro. Câmeras de TV mostram paramédicos levando reféns a ambulâncias em macas. Ainda não há informações sobre mortos, feridos e o estado dosequestrador.

A imprensa identificou o sequestrador de café em Sydney. De acordo com uma TV australiana, Man Haron Monis é o nome do homem armado que ainda mantinha reféns.

Essa não é a primeira vez que a Austrália vive momentos detensão e medo. Em 1996, um atirador matou 33 pessoas em parque na Tasmânia. O caso é considerado o pior massacre da história do país da Oceania.

Uma brasileira, natural do estado de Goiás, está entre os reféns em um café no centro comercial de Sidney, a maior cidade da Austrália. As informações são da família da jovem. O Itamaraty, no entanto, não confirma a informação da família.

O caso

Um homem armado manteve um número ainda desconhecido de pessoas como reféns dentro de uma loja de chocolates em Sydney, na Austrália, nesta segunda-feira. No interior do estabelecimento, duas pessoas foram avistadas segurando uma bandeira contendo uma declaração de fé islâmica.

Quatro horas após o início do incidente, o Comissário da Polícia do Estado de New South Wales, Andrew Scipione, informou que a polícia ainda não havia feito contato direito com o homem armado, não sabia a sua motivação e nem podia confirmar quantas pessoas estavam sendo mantidas como reféns na loja.

“Ainda não confirmamos se esse é um evento relacionado com terrorismo, estamos lidando de acordo com o procedimento para uma situação de sequestro com um homem armado”, disse Scipione. As vítimas teriam sido sequestradas nesta manhã, quando pararam para tomar café da manhã na loja de chocolates.

Imagens de televisão feitas através da janela da loja mostraram diversas pessoas com os braços para cima e as mãos pressionadas contra o vidro e duas pessoas segurando o que parecia ser uma bandeira com inscrições islâmicas.

Zain Ali, diretor da Unidade de Pesquisa e Estudos Islâmicos da Universidade de Auckland, disse que era difícil ler a mensagem escrita na bandeira pois as imagens mostravam apenas parte dela. Mas o pesquisador acredita que se trata do Shahada, ou declaração de fé, em grande parte porque uma bandeira preta com inscrições em branco, em um contexto contemporâneo, muitas vezes contém esse tipo de mensagem.

Segundo Ali, o Shahada pode ser traduzido como “Não há outra divindade de adoração exceto Deus, e Maomé é o mensageiro de Deus”. A declaração é considerada o primeiro pilar dos cinco pilares da fé islâmica e tem sido usada por grupos radicais como Al-Qaeda e o Estado Islâmico.

O café onde ocorre a situação de sequestro está localizado na praça Martin, no coração do distrito financeiro e comercial da cidade, onde ficam o escritório do primeiro-ministro, o Banco da Reserva da Austrália e a sede dos dois maiores bancos do país. O Parlamento também está há poucas quadras do local. As ruas ao redor da área foram fechadas e as autoridades evacuaram os locais próximos ao café. Fonte: Associated Press.