Polícia

VÍDEOS | Mulher é agredida na cabeça após reclamar de som alto na Serra

Por causa da agressão, vítima precisou de atendimento médico e levou quatro pontos na cabeça. Ela também teve os óculos quebrados

Moradora do Bairro de Fátima, na Serra, Kátia Helena Vasconcelos Nunes, 52 anos, foi agredida após pedir aos clientes de uma distribuidora de bebidas que abaixassem o volume do som. A confusão aconteceu por volta das 2 horas da manhã, deste domingo (20). 

Em uma gravação de vídeo, feita por moradores, é possível ver quando um homem de camisa escura e calça se aproxima do portão e atinge Kátia. O agressor foi contido por outro homem, que aparece de vermelho nas imagens. Assista: 

O irmão da vítima, que é guarda municipal, foi ao bar armado e se identificou, mas os clientes não aceitaram a reclamação e começaram a briga. 

A agressão resultou em um corte na cabeça da moradora, com quatro pontos no local. Ela também teve o óculos quebrado. Kátia contou para à equipe da TV Vitória / Record TV, que ao proteger o irmão, um dos rapazes disse que iria agredir ela então.

Foto: Reprodução/ WhatsApp TV Vitória
Kátia levou quatro pontos na cabeça 

“Eles queriam pegar o meu irmão, mas eu coloquei ele para dentro do portão. Fiquei apaziguando tudo, mas o indivíduo que caiu e levantou veio e me agrediu com uma caneca de alumínio,” relatou ela.

Kátia explicou que assim que perceberam o machucado na cabeça dela, as pessoas foram embora e o som diminuiu. 

“Na hora que viram que eu estava sangrando e minha blusa estava toda suja de sangue eles se assustaram. Neste momento não ficou um, até o dono do estabelecimento entrou e fechou a porta”, relatou Kátia.  

Som alto e aglomerações

Segundo a moradora, o som alto e as aglomerações na região se arrastam por meses. Ela contou ainda que o celular está repleto de ligações de denúncias que não deram em nada. 

“Depois da agressão, eu disse que ligaria para a polícia. Se for pegar o telefone de todos que já ligaram, deve dar mais de 500 ligações. Em uma noite liguei mais de 20 vezes,” desabafou ela.

Sem descanso 

A servidora pública, Keila Vitalino, também moradora da região, destacou que ninguém dorme em paz nos fins de semana.

“Começa todas às quintas-feiras, às 23 até 04 horas da manhã. A gente não dorme até esse horário. A gente tem sofrido muito com isso. Moramos aqui há 30 anos e nunca vimos isso”, completou Keila. 

A equipe de reportagem procurou pelo dono da distribuidora de bebidas, mas ele não estava no estabelecimento.  A agressão foi registrada na Delegacia Regional do município. Para a comunidade, falta fiscalização.

“A fiscalização passava, mas depois que passava, voltava as festas tudo de novo, como se não tivesse acontecido nada,” finalizou a servidora Pública. 

Fiscalização e Policiamento

A Polícia Militar informou que foi acionada pelo Ciodes, mas quando a equipe estava em deslocamento para atender a ocorrência, a solicitante cancelou o chamado. 

Já a Prefeitura da Serra disse que a fiscalização atendeu neste domingo (20), diversas denúncias de som alto e que além das ações de fiscalizações, o objetivo é minimizar a aglomeração de pessoas e evitar festas clandestinas. 

Denúncias podem ser feitas nos números: 

Disque-Silêncio – 99951-2321 (quinta-feira, das  18h às 00h/ Sexta-feira a domingo, das 16h às 02h). 

Fiscalização – 999517-9126 (quinta e sexta-feira, das 20h às 2h / sábado e domingo, das 16h às 2h). 

A Secretaria de Defesa Social da Serra esclareceu que não é possível visitar todos os locais ao mesmo tempo. Por isso, solicitou que os moradores respeitem a lei para que a cidade não volte ao risco alto. 

*Com informações da repórter Jéssica Cardoso da TV Vitória / Record TV