Brasília – A ação determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, 25, prendeu também o banqueiro André Esteves, presidente do BTG Pactual, e Diogo Ferreira, chefe de gabinete do líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS).
Esteves é um dos homens mais ricos do Brasil, dono de uma fortuna estimada em R$ 14,7 bilhões (US$ 3,9) no começo do ano. Se tornou bilionário antes dos 40 anos com um banco dedicado a investimentos, e não às agências de rua.
O banqueiro é o principal sócio da empresa Sete Brasil, envolvida no esquema de corrupção da Petrobras na contratação de navios-sonda, além da compra de poços de petróleo na África. Em entrevista, Esteves chegou a brincar com o nome do banco, que significa Banking and Trading Group (algo como “Grupo Bancário e de Negociação), dizendo que a sigla BTG significa “Better Than Goldman” (Melhor que o Goldman [Sachs]), banco mundial líder em investimentos.
No começo do ano, com o aprofundamento das ações da Operação Lava Jato e maior exposição da Petrobras, o banqueiro teve um dos maiores prejuízos entre os bilionários brasileiros. Segundo ranking da publicação Bloomberg, suas perdas foram de US$ 700 milhões, conforme os seus clientes eram atingidos pelo escândalo da Petrobras e com a alta do dólar.
Em um bilhete apreendido pela PF escrito na prisão por Marcelo Odebrecht, dono da maior empreiteira do Brasil, constava o nome de André Esteves.
Até o momento, não há detalhes sobre as circunstâncias da detenção de ambos. A mesma ação da PF prendeu, um pouco mais cedo, Delcídio, o primeiro senador da República detido durante o exercício do mandato.
(Com informações do R7 e Estadão Conteúdo)