O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres terá de devolver cerca de R$ 120 mil aos cofres públicos. A quantia seria referente aos salários recebidos por ele como delegado federal, no período em que esteve preso.
A devolução do dinheiro por parte do ex-secretário de Justiça do DF atende a uma determinação da Polícia Federal (PF), conforme informações confirmadas pelo portal R7, nesta segunda-feira (17).
Procurada, a defesa de Torres afirmou que desconhece o assunto e, assim que for notificada, vai tomar as medidas cabíveis.
Ainda de acordo com apurações do R7, ao todo foram 117 dias de prisão, com um salário mensal de cerca de R$ 30 mil. Em maio deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liberdade provisória ao ex-ministro.
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Moraes determinou que ele use tornozeleira eletrônica, tenha o porte de arma de fogo suspenso, não deixe o país, não use redes sociais e não mantenha contato com outros investigados no inquérito sobre o 8 de Janeiro. Ele também deve permanecer afastado do cargo de delegado da Polícia Federal.
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Também fazem parte das obrigações impostas a Torres o comparecimento, todas as segundas-feiras, à Vara de Execuções Penais do DF, além de ficar em casa à noite e nos fins de semana. Ele também está proibido de deixar a capital federal.
Em janeiro, o ex-ministro foi preso assim que desembarcou no aeroporto de Brasília, vindo dos Estados Unidos, onde estava de férias com a família. A suspeita é que ele tenha se omitido em relação aos atos extremistas de 8 de janeiro, quando vândalos invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
No primeiro depoimento à Polícia Federal, em 18 de janeiro, Anderson Torres permaneceu calado. Em 3 de fevereiro, ele aceitou depor e falou por cerca de dez horas sobre os atos de extremismo em Brasília e afirmou que houve “falha grave” na atuação da Polícia Militar do DF naquele dia.