Política

Bolsonaro presta 'solidariedade' a Danilo Gentili após humorista ser condenado pela Justiça por injúria

Humorista foi condenado a uma pena de seis meses e 28 dias de detenção pelo crime de injúria contra a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

Foto: Reprodução/SBT

Depois do humorista Danilo Gentili ser condenado pela Justiça Federal por crime de injúria, após comentários ofensivos direcionados a deputada federal Maria do Rosário (PT), o presidente Jair Bolsonaro publicou em suas redes sociais uma mensagem de solidariedade a Gentili.

Em 2016, o humorista publicou uma série de tuítes chamando a deputada de “falsa”, “cínica” e “nojenta”. Ao receber uma notificação extrajudicial pedindo que apagasse as mensagens, o humorista gravou vídeo rasgando o documento e colocando-o dentro das calças. 

“Me solidarizo com o apresentador e comediante @DaniloGentili ao exercer seu direito de livre expressão e sua profissão, da qual, por vezes, eu mesmo sou alvo, mas compreendo que são piadas e faz parte do jogo, algo que infelizmente vale para uns e não para outros”, escreveu Bolsonaro.

Após condenação, humorista tira sarro

Danilo Gentili usou as redes sociais na quarta-feira (10), para debochar da decisão da Justiça Federal que o condenou a seis meses e 28 dias de detenção pelo crime de injúria contra a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Em uma delas humorista primeiramente escreveu: “Quem vai e me levar cigarro?”. Num segundo momento, ele pediu ‘ajuda’ ao ministro da Justiça e da Segurança Pública Sérgio Moro para se livrar da pena: “Pô @SF_Moro, me ajuda aí, irmão. Fico devendo uma.”

Gentili seguiu, e fez outras piadas sobre o episódio. Em um dos posts, ele até citou a deputada dizendo: “Ei @mariadorosario me ajude aqui. Prender não adianta nada. Sou apenas uma vítima da sociedade.”

A Justiça Federal em São Paulo condenou o humorista Danilo Gentili a pena de seis meses e 28 dias de detenção pelo crime de injúria contra a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

A sentença foi confirmada nesta quarta-feira (10) pela juíza federal Maria Isabel do Prado, em uma ação (queixa-crime) proposta pela parlamentar. Gentili poderá recorrer em liberdade.