A Câmara de Vereadores de Linhares decide em audiência, nesta segunda-feira (23), o número de cadeiras da casa. Essa deve ser a última sessão sobre o polêmico projeto. Tudo começou no início de novembro, quando parlamentares do município apresentaram a proposta para ter mais vereadores na cidade e de reajuste salarial. Mas, depois de várias manifestações, eles recuaram e chegaram a sugerir a diminuição de cadeiras.
Na semana passada, quinta-feira (19), a Comissão Especial da Câmara, composta pelos vereadores Tobias Cometti, Gelson Suave e Joel Celestrini (que não compareceu à sessão) discutiu o assunto em mais uma audiência pública. Representantes de associações e movimentos opinaram sobre tema.
Alguns eram a favor da redução, em que o número de cadeiras cairia de 13 para 9. Outros opinaram pela manutenção das 13 vagas. Mas a maioria disse ser mais coerente aumentar o quantitativo de vereadores de 13 para 17. Quem defendeu as quatro cadeiras a mais, justificou que, assim, pessoas de comunidades do interior também poderiam ocupar a casa e representar esses moradores, nas palavras deles, esquecidos.
A audiência desta segunda-feira (23) começa às 18h, na Câmara de Vereadores, e é aberta ao público. A decisão desta noite passa a valer na próxima legislatura, de 2021 a 2024.
Polêmica
No dia 5 de novembro, a Câmara de Vereadores de Linhares aprovou um projeto que aumentava os salários dos parlamentares, de R$ 6.192,00 para quase R$ 11.000,00, e o número de vagas no legislativo, de 13 para 17. Revoltados com a aprovação sem consulta popular, moradores fizeram vários protestos contra a proposta.
Dias depois, em 18 de novembro, durante uma sessão movimentada por causa de novos protestos, vereadores recuaram e desistiram do reajuste de 76% dos salários. Mas mantiveram o projeto para elevar o número de legisladores. No entanto, a população não ficou satisfeita.
Um dia depois, em 19 de novembro, parlamentares deram mais um passo para trás e anunciaram uma nova proposta, a de reduzir os salários em 75%. Ou seja, além de desistir do aumento, o objetivo era o de diminuir os ganhos, de R$ 6.192,00 para R$ 1.543,00. O Texto também apresentava o projeto de redução no número de vereadores, de 13 para 9.
Desde então, o assunto é discutido semanalmente na câmara da cidade, mas nenhuma proposta foi aprovada. A expectativa é a de que vereadores batam o martelo nesta segunda (23).