Política

Dino: “Essa absurda tentativa de impor a vontade pela força não vai prevalecer”

Ministro da Justiça afirma que forças de segurança estão agindo em Brasília, onde apoiadores radicais de Bolsonaro invadiram o Congresso Nacional e o STF

Foto: Divulgação

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou neste domingo (8) que as forças de segurança estão agindo contra atos de bolsonaristas em Brasília e que o governo do Distrito Federal prometeu reforços, em manifestação no Twitter.

Na Praça dos Três Poderes, manifestantes bolsonaristas invadiram o Congresso e tentam também entrar no Palácio do Planalto e no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Essa absurda tentativa de impor a vontade pela força não vai prevalecer”, garantiu Dino, que disse que está no Ministério da Justiça neste momento.

Um pouco mais cedo, o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, disse que determinou ao setor de operações da pasta “providências imediatas” para restabelecer a ordem em Brasília.

“Determinei ao setor de operações da SSPDF, providências imediatas para o restabelecimento da ordem no centro de Brasília”, disse, no Twitter.

Torres, que era ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL), descreveu como “lamentáveis” as cenas na Esplanada. 

Em dezembro, no dia da diplomação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a atuação de Torres à frente do ministério foi criticada diante dos atos bolsonaristas, que depredaram a cidade e colocaram fogo em carros e ônibus sem serem punidos.

Segundo apurou o Estadão, no sábado (7) já haviam chegado 100 ônibus com 3.900 manifestantes bolsonaristas a Brasília.

Polícia usa gás de pimenta 

Apoiadores radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro também se dirigiram ao Palácio do Planalto e à Praça dos Três Poderes, onde fica o Supremo Tribunal Federal (STF), com o discurso de fazer uma intervenção em todos os Poderes. 

A polícia soltou gás de pimenta, mas mesmo assim pessoas que estavam na manifestação furaram o bloqueio de segurança. 

Os invasores reagiram às bombas de efeito moral usadas pelas forças policiais e conseguiram afastar as tropas. Depois de invadir o Congresso, os manifestantes se dirigiram à rampa do Palácio do Planalto.