Executivos de finanças do Espírito Santo apoiam carta do Ibef SP que defende estabilidade e regras, manutenção da disciplina fiscal, avanço da reforma administrativa, realização da reforma tributária, entre outras recomendações.
O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo (Ibef-ES) manifestou-se pela adesão plena ao conteúdo e teor da carta aberta do Ibef-SP, publicada no final de agosto, com recomendações aos candidatos ao cargo de presidente da República Federativa do Brasil.
O pedido da carta paulista é que quem for vitorioso no pleito mantenha de forma prioritária suas respectivas agendas executivas de trabalho.
A justificativa para a adesão à carta paulista é, segundo o presidente do Ibef-ES, Paulo H. Wanick Mattos, o fato de que o Ibef, em todas as suas regionais, pauta-se pelas temáticas voltadas para as áreas de economia e finanças. “Em nosso caso do Espírito Santo, entendemos que a gestão empresarial também se conecta de tal forma com os dois temas originais que a torna tão prioritária quanto as duas primeiras.
Assim, o Ibef-ES pauta-se nas discussões e no aprimoramento desses três grandes conceitos e, como tal, para o desenvolvimento de tudo o que possa se conectar com as suas respectivas essências”, ressalta.
E como se as recomendações por si só já não fossem suficientes para a imediata adesão do Ibef-ES, os colegas paulistas ainda as pautaram de forma totalmente conectada com um dos principais pilares de desenvolvimento do país, que é a eficiência empresarial, ou seja, a relação entre resultados obtidos e recursos empregados pelas companhias para desenvolverem seus negócios no país ou, ainda, a relação entre entrega e esforço.
“Por isso, tal como São Paulo, o Ibef-ES defende de forma ampla uma agenda de reformas estruturantes e pautas voltadas para o desenvolvimento sustentável de nosso país”, reforça Paulo Wanick.
As oito recomendações da carta do Ibef-SP que o Ibef-ES julga imprescindíveis são:
1. Estabilidade e regras;
2. Manutenção da disciplina fiscal;
3. Avanço da reforma administrativa;
4. Realização da reforma tributária;
5. Adesão do Brasil à OCDE;
6. Investimentos em infraestrutura;
7. Investimentos em inovação tecnológica;
8. Agenda ESG como alavanca para o crescimento.
Para Paulo Wanick, o momento é de fortalecimento das entidades empresariais em prol de uma agenda de reformas mais eficiente e que permita maior competitividade global para as empresas brasileiras, eliminando por completo, ou reduzindo de forma substancial, o chamado “Custo Brasil”, que é um conjunto de mecanismos que impedem o país de ser ainda mais competitivo no cenário mundial e que o tomam cerca de R$ 1,5 trilhão de recursos financeiros por ano, conforme divulgado em recente estudo do Boston Consulting Group (BCG).
“Continuamos acreditando que possamos todos construir uma agenda de fato positiva para o desenvolvimento socioeconômico, buscando uma maior eficiência, produtividade e geração de renda e empregos em todo o nosso país”, finaliza Paulo Wanick.